domingo, novembro 07, 2010

PODER DE POLÍCIA


EXÉRCITO FECHA FRONTEIRAS DE MS COM “CADEADO”.

Dom, 07 de Novembro de 2010 – 11h27
Escrito por Marco Euzebio
Hédio Fazan/Dourados Agora Reprodução


Toda a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul com países vizinhos, Paraguai e Bolívia, está "fechada" a partir deste sábado com fiscalização do Exército Brasileiro através da "Operação Cadeado 4" criada para coibir crimes transfronteiriços e ambientais. A operação envolve 800 militares e cerca de 130 viaturas, com apoio dos órgãos de segurança pública do estado. A Operação Cadeado 4 iniciada hoje "não tem data prevista para terminar e faz parte do adestramento permanente da tropa e profissionalismo de seus integrantes", informa em nota o tenente-coronel Pedro Paulo Perez Pimenta, oficial de comunicação da Brigada Guaicurus, de Dourados. 

Além da Brigada Guaicurus, a mobilização envolve o 20º Regimento de Cavalaria Blindado, de Campo Grande; o 10º Regimento de Cavalaria Mecanizada, de Bela Vista; o 11º Regimento de Cavalaria Mecanizada, de Ponta Porã; do 17º Regimento de Cavalaria Mecanizada, de Amambaí;  o 9º Grupo de Artilharia de Campanha, de Nioaque; a 4ª Companhia de Engenharia e Combate Mecanizada, de Jardim; e o 28º Batalhão Logístico, da 14ª Companhia de Comunicações Mecanizada (Esquadrão de Comando da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada)  e o 4º Pelotão de Polícia do Exército, de Dourados, que fazem parte das Unidades Orgânicas da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada.

Desde agosto deste ano, as Forças Armadas brasileiras têm poder de polícia para atuar na região de fronteira, conforme lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 daquele mês. Pelo texto, as corporações do Exército, Marinha e Aeronáutica podem fazer patrulhamento, revista de pessoas, veículos, embarcações e aeronaves e prisões em flagrante. Essas atividades serão permitidas tanto nas fronteiras terrestres quanto nas águas internas e marítimas. (Com informações do site Dourados Agora)

PRODUTOS CONTROLADOS


6/nov/2010 . 22:22 | Autor: Paulo Galvão

Armas vendidas por meio de sites estrangeiros na internet estão sendo compradas por baianos e entregues pelos Correios em Salvador, passando pela fiscalização alfandegária. Pistolas e fuzis de pressão, produtos de venda controlados pelo Exército Brasileiro, são importados sem a autorização exigida pelo Estatuto do Desarmamento. A prática ilegal foi constatada por A TARDE, que adquiriu o armamento pela internet (confira matéria sobre entrega do armamento à Polícia Federal na página 7).  

Réplicas de armas de fogo, feitas de ferro e com capacidade de disparar projétil de plástico, as pistolas e fuzis de pressão são usadas para a prática esportiva chamada de airsoft, uma espécie de jogo que simula combates armados. Bastante difundido na Europa, o airsoft já vem sendo praticado legalmente por  cidadãos civis na Bahia e como treinamento para policiais. Mas pessoas que não são praticantes estão importando as armas sem autorização do Exército Brasileiro.

Apesar da fiscalização alfandegária da Receita Federal (RF) e do controle da Empresa Correios e Telégrafos (ECT),  armas de airsoft, escondidas dentro de encomendas postais, estão chegando ilegalmente na Bahia, como confirmou A TARDE, depois de receber uma denúncia.

A reportagem de A TARDE constatou a facilidade com que essas armas podem ser comprados, por intermédio de sites ancorados na China e e em outros países. Sem qualquer dificuldade, os repórteres compraram duas pistolas de pressão, pagaram com cartão de crédito e receberam o produto no endereço indicado, sem questionamento das autoridades.

As duas pistolas passaram pela fiscalização da Receita Federal, responsável pela entrada de produtos no País. Depois, as armas escaparam do controle dos Correios, na agência central de Salvador, no bairro da Pituba.

Em apenas 20 dias e por cerca de  US$ 20, a reportagem  recebeu as duas réplicas de pistola e uma quantidade de munição. A TARDE optou por não divulgar o nome do site, para evitar  a prática ilegal.

As duas pistolas compradas pela internet foram mostradas ao delegado regional da Polícia Federal da Bahia, Daniel Veras, que ficou impressionado com a verossimilhança entre as armas de pressão e as verdadeiras.

O delegado disse que uma das armas é cópia de uma pistola calibre 765, enquanto a outra é idêntica a uma Taurus 9 milímetros.

Para Veras, da mesma forma como pistolas de pressão passaram pela fiscalização, armas de fogo verdadeiras também podem estar  entrando no País pelos Correios.

Fiscalização - Apesar  de os Correios e Telégrafos estarem apreendendo uma média de seis armas de pressão por semana, em Salvador, a empresa pública admite deficiência na fiscalização. A assessoria de imprensa da empresa informou que não tem como passar  todas as encomendas pelo aparelho de raio-x. O controle ocorre por amostragem.  Já a Receita Federal foi contactada três vezes, por meio da sua assessoria de imprensa, mas  não respondeu. 

Fonte:  A Tarde On Line. 

sexta-feira, novembro 05, 2010

VANT

05/11/2010 20h55 - Atualizado em 05/11/2010 21h06
EXÉRCITO TESTA AERONAVE NÃO TRIPULADA

Testes foram realizados em Pirassununga, no interior de SP.
Equipamento será usado em simulações de guerra.

Do G1 SP, com informações do Jornal Nacional

O Exército testou nesta sexta-feira (5), em Pirassununga, no interior de São Paulo, uma aeronave militar que voa sem ninguém a bordo. O veículo aéreo não tripulado, chamado de vant, tem tecnologia brasileira e serve, principalmente, para patrulhar regiões consideradas perigosas.

Ele manda imagens e informações para a equipe em solo. O modelo será usado a partir de sábado (6) em uma simulação de guerra, com a participação de 4,5 mil homens do Exército.



JUSTIÇA


Portal de Notícias Jurídicas

MILITAR TEM DIREITO DE SE DESLIGAR DO EXÉRCITO INDEPENDENTE DE RESSARCIR DESPESAS COM FORMAÇÃO
05/11/2010

A 6ª Turma Especializada do TRF2, de forma unânime, entendeu ser cabível o pedido de um oficial do Exército que pretendia se desligar das Forças Armadas. O Exército condicionou o desligamento ao pagamento de indenização correspondente aos custos de sua formação como oficial.

De acordo com a decisão, a União tem direito a inscrever o nome do militar no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) e a pleitear o referido ressarcimento em ação própria.

O CADIN é um banco de dados onde se encontram registrados os nomes de pessoas físicas e jurídicas em débito para com órgãos e entidades federais.

A decisão do TRF se deu em resposta a apelação cível apresentada pela União contra a sentença da 29ª Vara Federal do Rio, que havia proferido decisão favorável ao militar. De acordo com a sentença de primeiro grau, o militar possui direito ao desligamento, não sendo admissível que seja forçado a permanecer no serviço ativo para coagi-lo ao pagamento da indenização dos custos de sua formação, sob pena de ofensa ao princípio da dignidade humana.

Para o relator do caso no TRF2, desembargador federal Guilherme Couto de Castro, embora a União tenha direito ao ressarcimento – já que o artigo 116 da Lei nº 6.880/80 estabelece o dever de indenizar imposto ao oficial que usufruir as benesses da formação militar, desligando-se com menos de 5 (cinco) anos de oficialato -, as Forças Armadas não podem se negar a conceder a demissão de militar sob o argumento de que o mesmo não ressarciu as despesas com sua formação. O ressarcimento cabível, nos termos da lei, deve ser pleiteado e discutido em via própria, ressaltou.

No entanto, o magistrado cassou o efeito de liminar concedida pelo juízo da 29ª Vara Federal do Rio que impedia a inscrição do nome do militar no CADIN. Tal providência é direito prerrogativa da credora, explicou.

Proc.: 1997.51.01.111065-7

Fonte: http://legisbrasil.com.br/militar-tem-direito-de-se-desligar-do-exercito-independente-de-ressarcir-despesas-com-formacao/

EXÉRCITO PORTUGUÊS

UC E EXÉRCITO UNEM-SE PARA FORMAR INTERVENIENTES EM OPERAÇÕES DE PAZ

Foto de Luís Carregã


A Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) e a Brigada de Intervenção criaram um curso para dotar militares e civis de boas práticas de atuação em operações de paz e ação humanitária.

Através desta formação, que começa este sábado (6) e decorre até dia 27 no quartel da Brigada de Intervenção de Coimbra, pretende-se preparar os 40 participantes para a interação com os vários atores presentes nessas zonas de missão.

“Percebemos que havia necessidade que se desse uma certa preparação prévia”, declarou à Lusa Carla Marcelino Gomes, coordenadora dos projetos do Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

A partir daí aquele instituto da Faculdade de Direito juntou-se ao Exército Português para conceber um novo curso com um enquadramento teórico e prático.

“Houve um número inacreditável de candidatos, a demonstrar que o país estava a precisar”, observou Carla Marcelino Gomes, acrescentando que foram cerca do dobro a candidatar-se aos lugares disponíveis.

Entre os participantes, seis militares e 34 civis, “há algumas pessoas com muita experiência nestas missões, à procura de sedimentação de conhecimentos, e jovens com formações profissionais muito díspares”, nomeadamente de direito, relações internacionais, sociologia ou saúde, explicou.

No final da formação haverá um exercício prático em que será simulado um cenário para atuação concreta, no qual cada um dos participantes será chamado a desempenhar um papel perante observadores que avaliarão o desempenho, seja com refugiados, em negociação de acordos de paz, ou outros.

O curso foi delineado pelo Major-General Antunes Calçada e pelos professores da faculdade de Direito de Coimbra Moura Ramos, especialista em direito internacional e atual presidente do Tribunal Constitucional, Vital Moreira e Jónatas Machado.

Fonte: http://www.asbeiras.pt/2010/11/uc-e-exercito-unem-se-para-formar-intervenientes-em-operacoes-de-paz/

IGREJA CATÓLICA

05.11.2010
D. EUGÊNIO: "BANDIDO NÃO DEVE SER TRATADO COMO CIDADÃO"

FOLHA DE S. PAULO

Sábado, quando a Catedral Metropolitana do Rio abrir as portas para uma missa em homenagem aos 90 anos do cardeal Eugenio de Araújo Sales, os fiéis vão encontrar uma pessoa diferente da que comandou a Arquidiocese do Rio por 30 anos (de 1971 a 2001).

O homem sisudo, de voz e passos firmes, deu lugar a um senhor que caminha com dificuldade, fala baixo e ri.

Suas idéias, contudo, não mudaram. Diz que bandido deve ser tratado como bandido, não como cidadão.

Folha - O sr. foi sagrado bispo aos 33 anos e tornou-se cardeal aos 48. É uma trajetória rara na igreja, não?
Eugenio de Araújo Sales - Não é comum, mas não me julgo uma pessoa excepcional por isso. Apenas procurei cumprir meus deveres. Sempre disseram que eu era tradicionalista, mas nunca me classifiquei assim.

Incomodava ser chamado de tradicionalista enquanto, durante a ditadura, o sr. ajudou entre 4.000 e 5.000 perseguidos políticos a sair do país?
Eu não achava bom ser chamado de tradicionalista. Mas continuava meu trabalho da mesma forma.

O sr. ligou mesmo para o então ministro do Exército, general Sylvio Frota [ministro do presidente Ernesto Geisel, de 1974 a 1977], e disse: "Se receber a comunicação que estou protegendo comunistas no Palácio [São Joaquim, sede da arquidiocese], saiba que é verdade"?

Disse, mas não para agredir. Estava revelando amizade, mas independência também. Não houve reação negativa dele. Uma vez fui chamado para receber a Medalha do Pacificador [concedida pelo Exército], mas não quis porque a situação era muito difícil. Frota entendeu que não fazia aquilo como afronta. Eles sabiam que eu não era comunista.

Hoje temos a questão da violência, do tráfico. Qual o papel da igreja nesse cenário?

O mesmo daquela época. Por mais de uma vez bandidos armados pararam meu carro quando eu subia para o Sumaré [região do alto da floresta da Tijuca]. Quando viram que eu estava no carro, mandaram seguir. Depois disso, sempre passo com as luzes internas acessas.

É sempre um susto. Eles conhecem o carro e procuram esconder armas. Entendo o sofrimento deles, mas isso não justifica seus atos.

Bandidos têm que ser tratados como bandidos, não como cidadãos. Bandido tem direitos humanos. Não tem direito de ser bandido, mas não pode ser injustiçado.

Como o sr. vê o crescimento das igrejas evangélicas?

Elas têm presença forte e avançam, mas não me alarmo. Já participei de várias celebrações com pastores.

Não queremos agradar para conquistar, mas expor nossos pontos de vista.
É trabalho de entendimento, mas não com todos os protestantes. Esses donos de TV e rádio atacam a igreja. Não vou atacar porque fui atacado. A questão não é o número de fiéis, mas viver em Deus.

Como o sr. vê o debate sobre aborto e união homossexual?

A igreja tem doutrina. O casamento é homem e mulher, foi ensinado por Jesus.

A igreja é contra o homossexualismo, mas não se deve desprezar o homossexual. Ele deve ser tratado com caridade. A adoção por parte de homossexuais é outro problema. Não se pode expor uma criança a isso.

A igreja enfrenta graves acusações de ter acobertado casos de pedofilia. Como o sr. encarou isso?

A igreja agiu, mas talvez não com muito rigor. Precisava ter sido mais enérgica. Porém, parece ter havido um complô de ataques à igreja, aproveitando-se de um fato e generalizando para o todo.

O sr. chegou a ser considerado candidato ao papado. Imaginou que pudesse ser papa?

Nunca sonhei em chegar aonde cheguei. Ser papa é um sacrifício e jamais pensei nessa possibilidade.

ESTRATÉGIA DE DEFESA

19 Agosto, 2009
O BUNKER "SECRETO" DE BERNA

Uma visita ao bunker "secreto" do governo cantonal de Berna.
O bunker secreto localizado abaixo de um paiol agrícola poderia ser utilizado pelo governo cantonal de Berna e o exército em caso de guerra nuclear. Hoje é apenas uma relíquia da Guerra Fria, sem utilização prática. swissinfo esteve por lá. (fotos e texto: Alexander Thoele, swissinfo.ch)

A entrada disfarçada do bunker é o depósito ao lado do asilo de idosos. Ele é ocupado por máquinas agrícolas, feno, esterco e outros materiais de trabalho.

A discreta porta no fundo do depósito leva à entrada principal do bunker subterrâneo de dois andares com mais de 50 salas.

 O funcionário abre a porta principal do bunker. Ela é feita de aço e concreto, capaz de resistir a ondas de choques de grande força. O visitante precisa passar em várias ante-salas de purificação para entrar no salão principal.

 Os relógios no bunker já não indicam mais a hora correta. Porém as tomadas e toda a instalação elétrica está em perfeito estado.

Mesmo em um bunker existe espaço para ironia: pegadas de "urso" coladas no chão levam os habitantes para uma sala de reuniões.

Maca no hospital do bunker governamental. Seus equipamentos permitem realizar operações urgentes e atendimentos de primeiros-socorros.

 Chuveiros de descontaminação. Pessoas que vêm do mundo exterior, contaminado por radioatividade, precisam tomar um banho e limpar-se com produtos especiais antes de entrar no espaço interno do bunker.

A moderna cozinha do bunker é capaz de preparar várias refeições diárias aos duzentos "moradores". Ela está arrumada como se os cozinheiros ainda trabalhassem nela.

 A entrada principal do bunker é controlada por uma guarita militar. O pôster ao lado mostra uma cena no interior rural do cantão de Berna. Uma forma de manter o contato com o mundo externo?

 Nada de luxo para os políticos. Os membros do governo cantonal de Berna teriam de dividir pequenos quartos com beliches duplos.

Na sala de planejamento estratégico, políticos e militares estariam coordenando a sobrevivência no cantão de Berna durante um conflito nuclear.

 Alguns equipamentos no bunker nunca mais foram renovados. Um exemplo é o computador encontrado em uma sala militar, provavelmente da primeira geração.

 Parece brincadeira, mas a sirene de alarme da bomba de fezes é extremamente importante em um bunker. Se ela pifa, as condições de vida no seu interior se deterioram rapidamente.

 Até um bunker tem uma saída de emergência. Na sala de filtragem de ar, a porta leva a uma saída externa, também escondida.

ESTRATÉGIA DE DEFESA


04. Novembro 2010 - 11:42
GOVERNO QUER DESMANTELAR FORTIFICAÇÕES

Por Thomas Stephens, swissinfo.ch


As fortificações militares secretas da Suíça precisam ser fechadas. O ministro da Defesa, Ueli Maurer, justifica a decisão pelo fato delas não corresponderem mais às ameaças enfrentadas pelo país nos dias de hoje.

Os "bunkers" são relíquias da Guerra Fria. (Keystone)

Porém nem todos imaginam que faça sentido gastar bilhões para desmantelar o que já foi considerado um moderno sistema de defesa.

"A natureza da ameaça militar mudou", explicou Maurer ao jornal televisivo 10vor10 na semana passada. "As fortificações se encontram no lugar incorreto e as armas aguentam por mais dez ou vinte anos. Não vale a pena manter algo que você não irá precisar no futuro. Além disso, não temos mais dinheiro para isso."

O sistema de fortificações (ou "bunkers") pode ser encontrado ao longo da fronteira e em posições-chave dentro do país. Ele surgiu através de um programa secreto de construção de 100 fortificações "high-tech" com canhões subterrâneos, cujo custo de construção orçado em um bilhão de francos, só foi concluído em 2003.

Maurer admitiu que, embora sejam elevados os custos para manter os bunkers funcionando, também será ainda mais caro fechá-los. "Estamos falando de centenas de milhões de francos, mas o montante pode ultrapassar marca do bilhão", confessou.

"Mas mantê-los funcionando seria apenas uma forma de adiar o problema", disse ele, clamando ainda por "um debate honesto" sobre o tema.

Por razões ambientais não é possível simplesmente selar as portas das fortificações e depois esquecê-las - esses bunkers precisam ser reformados.

Maurer levanta a possibilidade de uma organização privada se envolvida na solução do problema. Ao mesmo tempo, alguns bunkers já estão servindo como deposito de alta segurança para dados sensíveis de bancos ou outras organizações financeiras, como cofres ou até mesmo hotéis (clicar nas reportagens indicadas nos links acima).

Valor militar

Mas para Bruno Frick, um parlamentar do Partido Democrata-Cristão e co-presidente de um grupo de lobby em prol da indústria da defesa, a forma como o ministro Ueli Maurer aborda o problema é incorreta.

"Certamente essa não é a melhor forma de se livrar das fortificações. Elas têm seu valor militar", afirma. "Quanto menor for um exército, mais dependemos de um bom sistema de bunkers, que podem ter um grande impacto militar."

Frick pediu ao governo que reconsidere a proposta apresentada, mas de acordo com 10vor10, quatro bunkers já foram reconstruídos. No início deste mês o Conselho Federal (gabinete de ministros que governa a Suíça) disse que queria reduzir o tamanho das forças armadas e limitar seu orçamento anual a 4.4 bilhões de francos (US $ 4,5 bilhões).

Em 1° de outubro, Ueli Maurer declarou ter recebido um mandato do Conselho Federal para encontrar formas de cortar até 1,1 bilhão de francos do orçamento através de mudanças nos programas militares de treinamento, da diminuição dos padrões tecnológicos, da venda de propriedades e da redução dos efetivos do Exército.

Um novo cenário

Um porta-voz do exército suíço explica que se trata de uma questão de adaptação a um mundo em permanente mudança.

"O Exército suíço foi maciçamente reduzido. Em 1995 houve uma corte de 750 mil soldados para 400 mil. Em 2004, os efetivos baixaram para 120.000. E o governo acaba de decidir baixar esse número para 80.000 até a segunda metade da década", declara Martin Bühler swissinfo.ch.

"A inteira infraestrutura militar tem de se adaptar. Isso significa: ela tem de se tornar menor. E levando-se em conta a natureza dos riscos militares, os bunkers já não têm mais a relevância que tinham no passado. Na primeira fase eles foram desativados, mas sua manutenção continuou. Agora é preciso reformá-los."

Bühler admite que esse processo será caro. "Mas ao longo é obvio que iremos economizar."

Estratégia do passado

Maurer reconhece que o fechamento dos bunkers "representa o final do conceito de reduto" (n.r: mais conhecido na Suíça pela expressão do francês "Réduit"), a estratégia da Suíça de criar um perímetro extremamente fortificado, uma "região" impossível de ser ocupada, que representaria o último bastião de resistência contra uma invasão estrangeira.

Jürg Stüssi-Lauterburg, historiador e chefe dos Arquivos Militares em Berna, rejeita efusivamente a opinião de que a mentalidade de "bunker" do país beirava a paranoia.

"Se a necessidade de sobreviver exige um espírito paranoico, que assim seja. Nós sobrevivemos às piores ameaças durante os maiores conflitos armados já ocorridos no continente europeu, e isso em liberdade e independência. Nada teria acontecido sem essa grande vontade de defender o nosso país, a liberdade e as instituições democráticas“, ressalta. "Acho que falar sobre tendências paranoicas é profundamente ofensivo e insultuoso".

Stüssi-Lauterburg defende a estratégia do Réduit adotada pelo país. "Toda a preparação militar depende sempre de uma situação de atual ameaça. Historicamente, as fortificações foram primeira construídas para se defender da chamada Tríplice Aliança - Alemanha, Itália e Áustria-Hungria em guerra contra a França em 1880. Em segundo contra as tropas nazistas a partir de 1933 e, finalmente, contra a União Soviética a partir de 1945."

"Acho isso completamente a maneira certa de fazer as coisas e tenho certeza que a maioria dos suíços também considera sensato essa decisão."

Thomas Stephens, swissinfo.ch

A MANUTENÇÃO DO HAITI

EX-COMANDANTE DEFENDE QUE EXÉRCITO CONTINUE NO HAITI
Em seminário no Rio, general Peixoto disse que seria 'prematuro' deixar o país caribenho; Jobim voltou a criticar EUA
05 de novembro de 2010 | 0h 00

Wilson Tosta e Glauber Gonçalves - O Estado de S.Paulo
RIO

O general de brigada Floriano Peixoto Vieira Neto, ex-comandante das operações militares da Missão das Nações Unidas no Haiti (Minustah), afirmou ontem considerar prematura a retirada do Brasil do país caribenho, onde as forças brasileiras comandam o contingente da ONU desde 2004. Embora ressaltando que a decisão é do Itamaraty - os militares são "um mecanismo da política externa brasileira", afirmou -, o oficial disse que há "uma expectativa muito grande de que todos os agentes, não só o Brasil, permaneçam". O militar não quis opinar sobre a postura do futuro governo Dilma Rousseff no assunto.

"Pela condição em que se encontra o Haiti, o aspecto da estabilização é fundamental para que outros órgãos se sintam estimulados a colaborar, principalmente a comunidade internacional, de modo que o Haiti possa alcançar uma condição de auto-sustentabilidade", afirmou o general, após palestra no último dia da 7.ª Conferência do Forte de Copacabana - Segurança Internacional. "Sair neste momento creio que seria um pouco prematuro. Agora, a decisão de sair ou permanecer no Haiti cabe única e exclusivamente ao que percebe o Ministério das Relações Exteriores."

Peixoto lembrou que o mandato para a missão de paz é renovado a cada ano - em 2010, isso ocorreu em 14 de outubro. Segundo o general, o Brasil atualmente tem 2.200 oficiais e praças servindo em território haitiano, e mais de 10 mil militares brasileiros passaram pelo país, desde o início da Minustah.

Soberania. No mesmo evento, anteontem, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez duras críticas aos Estados Unidos. Em tom áspero, afirmou que o Brasil não aceita discutir assuntos relativos à soberania do Oceano Atlântico enquanto os norte-americanos não aderirem à convenção da ONU sobre o direito do mar, que estabelece regras para exploração de recursos em águas nacionais. Jobim também condenou a expansão das fronteiras de atuação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e atacou o embargo dos Estados Unidos a Cuba.

"Os direitos do Brasil aos fundos marinhos até 350 milhas do litoral, onde está nosso pré-sal, decorre da convenção. Só é possível conversar com um país que respeite essa regra", disse. "Não pensamos em termos soberanias compartilhadas. Que soberania os Estados Unidos querem compartilhar? Apenas as nossas ou as deles também?"

Jobim também atacou a relação dos EUA com Cuba. "Qual foi o resultado do embargo a Cuba? Produziram um país orgulhoso, pobre e com ódio dos Estados Unidos." 

quinta-feira, novembro 04, 2010

EXÉRCITO AMERICANO - IRAQUE

 O rancho!!!
O bem estar da tropa é fundamental para o bom equilíbrio da força.
Tratamento diferenciado, nas horas de crise ou mesmo em horas de estresse, podem ser adequadas para a tropa...
























































JUSTIÇA


Plantão | Publicada em 04/11/2010 às 16h20m

SOLDADO ESFAQUEIA SARGENTO DENTRO DE BATALHÃO DO EXÉRCITO EM JOÃO PESSOA

TV Cabo Branco, Paraíba 1

JOÃO PESSOA - Uma discussão nesta manhã terminou com um militar ferido no 15º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército, no bairro Cruz das Armas, em João Pessoa. Um soldado, por motivo fútil, segundo o comando da unidade, esfaqueou um sargento dentro da cozinha do quartel.

Segundo o Exército, o soldado Fábio Sérgio Ramalho atacou o 3º Sargento do Quadro Especial Dimas Severino Filho porque não quis obedecer às ordens de seu superior. O sargento havia pedido para que o soldado saísse da cozinha, pois estaria atrapalhando os colegas. Enfurecido, Fábio pegou uma faca e atingiu o pescoço de Dimas.

O sargento foi socorrido e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa. A assessoria de imprensa do hospital confirmou que o sargento está internado, mas disse que não poderia fornecer mais informações, pois o Exército proibiu a divulgação de qualquer detalhe sobre o caso.

O major Soljenitsin informou ao site Paraíba1 que o soldado Fábio está foragido e que o estado de saúde do sargento Dimas é estável. Ele esta no bloco cirúrgico do hospital. O comandante do Batalhão determinou que um Inquérito Policial Militar (IMP) fosse instaurado para investigar a tentativa de homicídio.

Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/11/04/soldado-esfaqueia-sargento-dentro-de-batalhao-do-exercito-em-joao-pessoa-922947602.asp