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terça-feira, novembro 23, 2010

KC-390 - TRANSPORTE MILITAR


KC-390
OBRA DA ENGENHARIA AERONÁUTICA BRASILEIRA 

Poucos países no mundo têm condições tecnológicas para fabricar aeronaves como essa. 

Devemos nos orgulhar da seleção brasileira, do nosso Carnaval; mas, sobretudo, da nossa capacidade de vencer os desafios do desenvolvimento.


AVIAÇÃO MILITAR

Nasce o KC-390, o primeiro transporte militar a jato fabricado pela indústria aeronáutica brasileira.

O projeto KC-390 é parte de um programa da Força Aérea Brasileira para a incorporação de um avião com capacidade para transportar carga e realizar o reabastecimento em vôo dos seus caças. O projeto exigirá investimentos de US$ 1,3 bilhão até 2015, data em que deverá estar pronto o protótipo.

Com peso máximo de decolagem de 61 toneladas, carga máxima de 20 toneladas e cruzando a aproximadamente 900 km/h , a aeronave que a Embraer desenvolverá ocupará uma faixa do mercado na qual há poucos aviões com essas características.

APTO PARA QUALQUER MISSÃO

A existência do estudo sobre esse jato bimotor de transporte militar foi divulgada há dois anos. O projeto está baseado em uma fuselagem e uma empenagem totalmente novas, com ampla utilização de materiais compostos e as asas dos aviões da família E-Jet, com as lógicas modificações necessárias para colocar os dois grandes motores e os equipamentos do sistema de reabastecimento em vôo, além de, logicamente, a sua instalação sobre a fuselagem.

A Embraer assinou, recentemente, um acordo com a indústria norte-americana Hitco Carbon Composites para o fornecimento de parte da estrutura traseira do avião feita de materiais compostos e com a Denel Saab Structures, da África do Sul, para a fabricação da empenagem com os mesmos materiais.

A aeronave contará com tecnologia fly-by-wire e poderá decolar em cerca de 1.370m em pistas mal preparadas.

"O lançamento do programa KC-390 representa um novo marco na associação estratégica e histórica entre Embraer e a Força Aérea Brasileira", declarou Frederico Fleury Curado, diretor-presidente da Empresa Brasileira de Aeronáutica. "Acreditamos que o desenvolvimento do KC-390 proporcionará um produto altamente eficiente para ser usado pela FAB em suas missões de transporte de cargas e reabastecimento em vôo, além de representar mais um ótimo produto de exportação.

AVIÕES DE TRANSPORTE

Como já aconteceu no passado com outros programas da Embraer, a Força Aérea Brasileira estabeleceu os requisitos para esse avião. Essa colaboração, que já conta com cerca de 40 anos, deu o impulso para o desenvolvimento de uma indústria aeronáutica brasileira que tem superado todas as expectativas.

A associação empresa-governo tem dado ótimos resultados e os êxitos comerciais da Embraer são indiscutíveis, mostrando um exemplo do que deveria ser seguido por outros países como, por exemplo, a vizinha Argentina, onde uma promissora indústria aeronáutica, que chegou a ser a mais importante da América Latina, foi sendo destruída por uma série de governos que ao longo dos últimos anos foram incapazes de ver nela uma fonte tecnológica e de desenvolvimento para o país.

Exemplos brasileiros disso são os produtos da Embraer – e estamos falando apenas do mercado militar – o EMB-312 Tucano, o EMB-314 Super Tucano, o AMX e as versões eletrônicas especializadas do ERJ-145 (145 AEW&C e RS/AGS). A Força Aérea Brasileira precisa substituir parte da sua frota de transporte e, muito especialmente, seus aviões utilizados para reabastecimento em vôo, os Boeing KC-135 Stratotanker.

O KC-390 estará em serviço a partir de 2015.

Em um relatório, a Embraer destacou que esse programa contribuirá, a curto prazo, para a manutenção de empregos de alta qualificação e, em um prazo mais longo, conta com potencial para gerar expressivos volumes de exportação de grande valor agregado, depois da importante reestruturação realizada pela empresa há poucos meses.

Fernando Fischer / texto: José M. Rodríguez
Imagens Embraer

terça-feira, outubro 26, 2010

EXÉRCITO AMERICANO - CONTRATO

25 OUT 2010



A Boeing Company anunciou hoje que recebeu um contrato de US$247 milhões para começar a Low Rate Initial Production (LRIP) para o helicóptero de ataque AH-64D Apache Block III para o U.S. Army, os Exército dos EUA. O contrato, assinado pelo governo dos EUA no dia 22 de outubro, cobre a produção de oito helicópteros Apache Block III na configuração Lot 1.

Um Memorando de Decisão de Aquisição assinado pelo Departamento de Defesa no dia 7 de outubro autorizou o programa a entrar na fase LRIP para produzir 51 aeronaves. A primeira entrega na fase LRIP está prevista para outubro de 2011.

“O programa de desenvolvimento para o Apache Block III foi claramente definido e o U.S. Army e a Boeing a estão com sucesso trabalhando juntos para oferecer esse avançado helicóptero de ataque para seus soldados no campo de batalha,” disse o Tenente Coronel Dan Bailey, gerente do produto Apache Block III para o exército.

O atual objetivo de aquisição do Exército dos EUA é para 690 helicópteros AH-64D Apache Block III. Os helicópteros serão montados, testados em vôo e entregues a partir da unidade da Boeing Global Strike em Mesa.

Os principais avanços para os pilotos incluem um melhorado sistema funcionamento do motor 701D, pás do rotor principal feitas de material composto e uma nova caixa de transmissão além de melhorias nas capacidades de comunicação em rede.