segunda-feira, outubro 18, 2010

SUSTENTABILIDADE.

EVENTO DISCUTE INVESTIMENTO PRIVADO PARA AMAZÔNIA
18 de outubro de 2010 | 14h34

Michelle Portela - Especial para O Estado

Manaus - O Fórum Econômico Mundial (FEM) está estudando maneiras de atrair capital privado para investimentos em comunidades tradicionais na Amazônia e de outras localidades no mundo que sofrem pressão direta das mudanças climáticas.

Estratégias de incentivo à economia verde foram analisadas ontem durante visitas de representantes do FEM à Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, organizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

“São as comunidades pobres e isoladas que estão sofrendo os impactos das mudanças climáticas. Nossa emergência é viabilizar possibilidades de adaptação”, afirmou Virgílio Viana, superintendente- geral da FAS.

Os representantes do FEM e de empresas multinacionais da Europa visitaram a comunidade de Tumbiras. A viagem de barco de  cerca de 1h30 partindo de Manaus teve de ser interrompida em duas ocasiões por causa da seca. Primeiro, a comitiva precisou descer para usar barcos menores e, depois,  cumpriu um pequeno trecho a pé.
Discutiu-se a possibilidade de pagamento por serviços ambientais mesmo enquanto não há uma regulação internacional para a compra de créditos de carbono.

Entre as propostas está o uso das plataformas das multinacionais para agregar serviços ambientais às estratégias de negócios nas localidades.

domingo, outubro 17, 2010

ATENÇÃO!!!!

CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

Ban pede reforma do Conselho de Segurança

17 de outubro de 2010 | 0h 00

O Estado de S.Paulo

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu aos Estados-membros da ONU que reformem o Conselho de Segurança "o mais rápido possível" para torná-lo "mais transparente e democrático". Em discurso na abertura da "World Policy Conference", no Marrocos, Ban afirmou que vários países em desenvolvimento deveriam ter voz mais forte nas decisões econômicas e políticas mundiais. 



sexta-feira, outubro 15, 2010

EXEMPLO PARA OUTRAS GERAÇÕES.


15 de outubro de 2010 | 11h15

HÁ 35 ANOS, JOÃO DO PULO QUEBRAVA RECORDE MUNDIAL DO SALTO TRIPLO
No dia 15 de outubro de 1975, ele tinha 21 anos e saltou 17,89 metros durante o Pan

Rose Saconi - Arquivo Estado

João Carlos de Oliveira virou João do Pulo quando se transformou em atleta de sucesso ao bater o recorde mundial do salto triplo, nos Jogos Pan-Americanos do México, no dia 15 de outubro de 1975. Com 21 anos de idade, João saltou 17,89 metros e superou em quase meio metro a marca anterior que pertencia, desde 1972, ao soviético Vitor Saneyev.

O salto foi perfeito, mas um susto para quem assistia de perto. No último impulso, João parecia deslizar no ar quando bateu o pé esquerdo na pista do estádio Olímpico e depois, com os dois pés juntos, deixou na areia a marca do recorde mundial. "Ele mostrou que é um fenômeno", declarou ao Estado Ademar Ferreira da Silva, o primeiro brasileiro que bateu o recorde mundial na mesma modalidade.

O então cabo do 2.º Batalhão do Exército de São Paulo acabava de escrever seu nome na história do atletismo mundial. O Brasil recebeu João como um herói, o João de Ouro. E passou a esperar dele mais medalhas, mais resultados. Em oito anos de carreira como atleta, foi tricampeão mundial, bi pan-americano e oito vezes campeão brasileiro. O recorde mundial obtido por João do Pulo na Cidade do México só foi quebrado dez anos depois, em 1985, pelo norte-americano Willie Banks, com 17,97 metros.

A infância em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, foi a de um menino pobre que chegou a contrair tuberculose quando tinha cinco anos. Na adolescência, João sonhava ser um craque de futebol, como Pelé. O biotipo magricela do garoto de 1,89m, ideal para o atletismo, chamou a atenção do professor de Educação Física José Roberto Vasconcelos. Começou, então, a participar das competições vestindo a camisa do Esporte Clube Pinheiros. Obteve ótimos resultados e foi chamado para integrar a equipe brasileira juvenil.

Acidente. A brilhante carreira do atleta foi interrompida no dia 22 de dezembro de 1981, aos 27 anos, quando sofreu um grave acidente. Seu carro chocou-se com outro, na contramão, na Via Anhanguera, perto de Campinas. Depois de 25 cirurgias e 261 dias de tratamentos diversos, a perna direita do campeão teve ser amputada. Longe das pistas, João tentou a carreira política. Exerceu dois mandatos, de 1986 a 1994, como deputado estadual pelo PFL. Tentou a reeleição em 1994 e novamente em 1998, mas não conseguiu.

Segundo-tenente do Exército, tentou carreira também como empresário. Abriu uma padaria e uma empresa de transporte, mas teve de fechar as duas empresas, a segunda por falência.

João do Pulo ainda tentou voltar às competições em 1998, com o objetivo de se preparar para a Paraolimpíada de Sydney. Por falta de apoio acabou abandonando o projeto. Morreu no dia 29 de maio de 1999, aos 45 anos de idade, vítima de falência múltipla de órgãos provocada por um quadro de cirrose hepática e infecção generalizada. 

NOVA MISSÃO DE FORÇA DE PAZ.

BRASIL ESTUDA ENVIAR TROPAS PARA MISSÃO DE PAZ NO LÍBANO

15 de outubro de 2010 | 12h 00
AE - Agência Estado

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou que o Brasil poderá integrar uma nova missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Líbano. No momento, o País pretende enviar apenas alguns oficiais da Marinha, sem nenhuma embarcação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já autorizou o envio dos oficiais e o Brasil negocia com o Departamento de Operações de Manutenção da Paz da ONU uma definição da data de embarque do grupo que integrará a Unifil - Força de Paz Interina das Nações Unidas para o Líbano.
A participação do Brasil na Unifil não será nas bases da Minustah, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, onde atuam 2.300 militares brasileiros, incluindo um batalhão de engenharia para ajudar na reconstrução do país, atingido por um terremoto no início do ano. Hoje, o Brasil está presente em missão em 11 países - em 10 deles, como observador.
"Inicialmente teremos uma participação com militares do Estado Maior da Marinha. Em um segundo momento, podemos pensar em enviar tropas", disse Jobim, ao comentar que "a ONU está interessada na capacidade dos brasileiros em atuar em situação de conflito, em defesa da paz". Criada em 1978, a Unifil tinha por objetivo permitir à ONU acompanhar a retirada das tropas israelenses do Líbano, ajudar na restauração da paz e da segurança na região e prestar assistência ao governo libanês.
As afirmações de Jobim foram feitas durante a abertura da 2.ª Oficina de Trabalho Diagnóstico da Base Industrial da Defesa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

OPINIÃO - CARLOS VEREZA.

2010: Cristais Quebrados

*Carlos Vereza

Não é necessário ser profeta para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010. 

Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro vá, pacificamente, entregar a um outro presidente que não seja do esquema lulista os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?

Lula já declarou que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se, por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: dossiês falsos, PCC “em rebelião”, MST convulsionando o país… que a lei de Godwin me perdoe - mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.

E os “judeus” serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobby nacional e internacional visando a manutenção de Lula no poder.

Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com “patrocínios” de estatais como Petrobras, BNDS e Banco do Brasil, sem, até agora, uma explicação convincente por parte dos “patrocinadores”; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o “mantenedor da estabilidade na América Latina”. Ou seja: a montagem virtual de um grande estadista…

Na verdade, Lula é o Übermensch dos especuladores que lucram como “nunca na história deste país”.

Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente, a faixa presidencial para, por exemplo, José Serra , ou mesmo Aécio Neves,  Marina Silva? (O artigo foi escrito antes da definição do candidato do PSDB)

Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs como a da Petrobras, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.

E tem mais: o PT está comprando, com o nosso dinheiro, políticos, intelectuais, juízes, militares, o povo humilde com bolsa esmola e formando milícias com o MST, PCC, Sindicatos, ONGS, traficantes e outros, que recebem milhões e milhões de reais, para apoiar o PT e as falcatruas do Governo Lula.

Não podemos nem pensar em colocar como Presidente do Brasil uma mulher TERRORISTA, que passou a vida assaltando bancos, assassinando pessoas inocentes, arrombando casas, roubando e matando. Só uma pessoa internada num manicômio seria capaz de votar numa BANDIDA para ser a presidente de um País.

Confiram.

Carlos Vereza
Ator e ex-petista

TROPA DE ELITE 2

TROPA DE ELITE 2
O Reconhecimento pelas Forças Nacionalistas, Diante da Negritude do Quadro Político Sucessório 

“Tropa de Elite 2” é talvez, uma das maiores produções cinematográficas, no viés da crítica e do esclarecimento sobre as malversações dos acordos esdrúxulos dentro das instituições governamentais. O cinema onde assisti estava lotado e, ao final, o público, de pé, aplaudiu pelo desfecho, que retrata uma violência urbana, como ponta de “iceberg”, sustentada, ocultamente, por um poder, totalmente, conspurcado. Foi uma manifestação de negação, por tudo que se apresenta nos últimos tempos, na vida nacional.

Existem diversos capitães e coronéis Nascimentos no Serviço Público. São cidadãos, civis e militares, descartados por não aceitarem alianças veladas em detrimento da reta conduta e, sobretudo, do bem administrar o dinheiro e o patrimônio do povo.

Acho que chegou a hora dos organismos de segurança pública e defesa nacional outorgarem uma comenda ao produtor José Padilha, por idealizar um roteiro, de acordo com tudo que é repudiado nos Centros de Altos Estudos, à medida que se ministram temas como Fundamentos Axiológicos.

Suas coragem e criatividade exibiram a realidade corrupta do Poder paralelo. Esse digno Diretor desviou-se de seus pares que preferem fazer produções realçando a época dos Governos Militares, com o tom da ditadura ou da repressão política, a fim de estarem alinhados com a Agência Nacional do Cinema (ANCINE), porém totalmente fora de foco, por olhar um Brasil pelo retrovisor. É a morte dos intelectóides esquerdistas, diante do recrudescimento de novos atores, na habilidade produtiva de enredos a serem exibidos nas salas de projeções. 

Semana passada, quando houve a estréia do filme, ouvi no noticiário da CBN que “Tropa de Elite 2 é lançado quando o Rio de Janeiro está sendo vítima de diversos arrastões”. Eu já diria que “Tropa de Elite 2 é lançado, oportunamente, às vésperas do segundo turno.

Isso se deve ao que se estampa na mídia: dissimulações em todos os níveis, acordos incoerentes entre partidos, mentiras deslavadas, cartas de intenções tentando agradar algumas classes, tudo para vender, simultaneamente, a alma a Deus e ao Diabo, em prol do voto. Descriminalização do aborto, apoio ao movimento gay, repúdio a símbolos religiosos e revanchismo não são mais assuntos das pautas dos atuais concorrentes, como alguns personagens do filme, em seus papéis de autoridade, faz no instante que se acovardam, mudando seus discursos, ao terem ciência que a justiça apura a verdade sobre suas falcatruas. Hoje, estou vendo políticos comparecerem a santuários e outros procurarem militares, conduta que, ao longo de suas vidas, até onde sei, eram incompatíveis com suas personalidades. É um absurdo!

“Tropa de Elite 2”, segundo a minha ótica, é justamente um drama na tentativa de denunciar essas simulações que confundem a Sociedade, para obtenção de dividendos escusos, em todos os sentidos. É desnudar o manto da vilania sem truculência. É apontar a sordidez dos grupelhos instalados no Poder.

Acho que a obra deveria ser exibida nas cúpulas das Secretárias de Segurança estaduais, bem como no Congresso Nacional, seguido de debate, como acontece nos cines-clube.

Posso estar sendo interpretado como “inocente” ou de “acreditar em Papai Noel”, mas pelo menos essa é a contribuição moral, diante, às vezes, da covarde zombaria dos medíocres de plantão, extasiados e estáticos com os esquemas malévolos saqueadores da ordem e do progresso.

Reconhecer a arte como instrumento de educação ética é usar de inteligência. Admitir talentos de novos produtores cinematográficos, que contaminam a boa prática da cidadania, com seus trabalhos, como José Padilha, é ser hábil na conquista de corações e mentes. Enfim, recompensar os novos roteiristas, que primam por uma arte limpa e esclarecedora, é angariar parceiros dignos para as boas obras serem difundidas no mundo midiático.

Premiar José Padilha, com nossas ordens medalhísticas, é exaltá-lo como nacionalista, contrastando a infame indicação de “Lula – O Filho do Brasil” ao Oscar, por questões, meramente, política e eleitoreira, a partir de uma comissão indicada pelo Ministério da Cultura e pela Academia Brasileira de Cinema. Vê-se, portanto, uma comissão cultural a transformar-se no tribunal da vergonha artística. A suposta preferência por esse filme ao Oscar, em termos “unânimes”, como foi anunciada, zomba-se da Nação, por acreditar que todos os brasileiros pensam pela boca do estômago, correndo atrás da bolsa família. É ignorar, ardilosamente, a negação do longa metragem, pela crítica nacional e estrangeira, mas não importando, já que esse gesto beneficiará o quadro eleitoral, em prol de uma candidatura. “Os fins justificam os meios”, já dizia Maquiavel.

Por fim, reitero que laurear José Padilha é promover o Tenente-Coronel Nascimento a Oficial General, para que “Tropa de Elite 3”, ao ser exibido futuramente nas telas, mostre ao Brasil que, apesar da indigente conduta do nosso homem público, ainda há uma classe de guardiões velando pela democracia e o bem comum do País.

Antonio Celente Videira
acelente@gmail.com

segunda-feira, outubro 11, 2010

REPÚBLICA AGONIZA!!!

A República agoniza

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 10 de outubro de 2010.

A República agoniza. O dinheiro, a libertinagem, os costumes gregos corrompem os cidadãos. A plebe vive da esmola que lhe dão a cada mês. Se não receber a parte do trigo que calcula lhe devem, insurge-se. Mas os magistrados eleitos, os questores, tribunos, pretores e cônsules são ainda piores que os pobres cidadãos. Compram os votos; vendem a si mesmos. (Caio Júlio César)

A internet continua a me surpreender. Desta vez tive a oportunidade, através de meus artigos, de travar contato virtual com o ex-prefeito de Itu, SP, o senhor Lázaro José Piunti. Falei-lhe de meu amazônico projeto e ele me enviou alguns belos textos. Apresento o primeiro deles que faz uma incisiva reflexão sobre o triste momento político que vivenciamos neste nosso “pobre” e “rico” Brasil. Pobre, indigente mesmo em moralidade, escravo da indecência, capacho de ladrões, servo de usurários. Rico pelas mãos do Grande Arquiteto do Universo que o abençoou com pródigos recursos naturais, clima generoso, terra fértil e mananciais dadivosos. Até quando seremos o país do futuro? Já era tempo, se tivéssemos tido políticos comprometidos com a sociedade e não com suas contas bancárias, de estarmos ocupando posição de relevo no concerto das nações.

Voltemos nossos olhos para o Japão e vamos verificar que em apenas duas décadas, depois de ser arrasado na Segunda Grande Guerra, o país saiu de, praticamente, uma era feudal para se alinhar às potencias de primeiro mundo. Pobre em recursos naturais, mas com uma riqueza imensurável, seu povo que soube escolher seus governantes e escorraçá-los quando necessário. Não imagino os japoneses elegendo, como aqui, o cearense Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como Tiririca, que se auto-define como “abestado”, para Deputado Federal.

- Prosperidade para os atrevidos!
Lázaro José Piunti, 19-09-10 (ex-prefeito de Itu)

“O que é o mundo senão uma comédia?” (Balzac)

Pensei que a era do abuso tinha se esgotado. Quão ingênuo sou!

Eis aí, imenso e estendido de horizonte a horizonte, o território da indignidade.

Os velhacos são os acrobatas do grande circo. O povo é o comparsa. Enquanto a mocidade são os galãs, a velhice é formada pelos logrados.

Os néscios são a maioria – palhaços.

Orquestra – é tudo isso em movimento.

Verdadeiro enxame de moscas, entoando zunidos e zumbidos de mutucas que se chupam mutuamente.

E a Associação dos Malfeitores cresce continuamente!

Surgem aqueles que se propõem a curar sem nunca ter sido médico.

E monta colégio para ensinar, quem jamais freqüentou aula.

Aparecem abridores de igrejas. E pregam Deus. Embora jamais tenham cumprido mandamentos santos.

Vira conselheiro o imoral. E governa bens públicos quem nunca soube administrar suas próprias coisas.

Banqueteiam-se à custa da ingenuidade dos simples. Ampliam sua fortuna. Esmeram-se em enganar aos pobres oferecendo migalhas.

Sua meta é a exclusão dos sábios – estes perturbam os insanos.

O lugar é dos canalhas – porque são mais espertos.

Os monges precisam retornar ao deserto. Novos pastores sejam produzidos.

Ou a nefanda comédia humana se perpetuará!

Imaginei um novo tempo. Onde a sordidez seria vencida pelo bom senso, a astúcia derrotada pela honestidade e a decência restabelecida.

O que se vê é o facho obscuro da “Lanterna Mágica” de outrora.

Definitivamente estou me despedindo deste planeta. A cada dia, mais e mais.


Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E–mail: hiramrs@terra.com.br

sábado, outubro 09, 2010

FATO EM FOCO - TERRORISMO INTERNACIONAL - PARTE 1

FATO EM FOCO - TERRORISMO INTERNACIONAL - PARTE 2

CBN - ARNALDO JABOR.

TROPA DE ELITE 2.

EM 'TROPA 2', NASCIMENTO CONTINUA OSSO DURO DE ROER

Uma nota de desesperança permeia todo o filme e se concretiza no final

07 de outubro de 2010 | 11h 36


Reuters
Você pode tirar o capitão Nascimento do Bope (Batalhão de Operações Especiais), mas não pode tirar o Bope do Capitão Nascimento. Essa é a premissa de "Tropa de Elite 2", que chega aos cinemas de todo o país nesta sexta-feira.

Alexandre Lima/Divulgação
Capitão Nascimento agora é secretário de segurança

Trata-se do maior lançamento para um filme brasileiro até agora e promete, como o primeiro filme de 2007, ser uma das maiores bilheterias nacionais do ano, além de causar muita polêmica e até algum debate.
A controvérsia do segundo filme segue de carona naquela causada pelo primeiro que, em 2008, levou o Urso de Ouro em Berlim. Há questionamentos sobre o papel do governo, da miséria e do tráfico na violência no Rio de Janeiro e no Brasil. Não por acaso, numa das cenas em que os personagens vão ao cinema, todos os filmes em cartaz são do diretor Costa-Gavras, presidente do júri de Berlim que consagrou o primeiro "Tropa de Elite".
O filme abre com um letreiro alertando o espectador que, "apesar das possíveis coincidências com a realidade, esta é uma obra de ficção". Um toque de cinismo que parece dissolver-se ao longo das duas horas de boa e velha ultraviolência - que, em momentos catárticos, com jorros de sangue e profusão de cadáveres, parece materializar um desejo latente de parte da platéia.
Nascimento (Wagner Moura, que acaba de ser premiado no Festival do Rio como melhor ator em "VIPs") já não usa mais a farda preta do Bope. Sua roupa de trabalho em "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro" passa a ser o terno e a gravata, quando é promovido ao posto de sub-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, numa manobra do governo populista.
Como no filme original, uma narração em off reitera e explica tudo aquilo que é visto, num didatismo maçante, como se o diretor José Padilha não acreditasse apenas nas imagens e precisasse verbalizar a ação para que tudo fique bem claro. Especialmente nas primeiras cenas, quando introduz o ativista Diogo Fraga (Irandhir Santos, de "Quincas Berro D'água"), apresentado como um intelectual de esquerda, adorado pelos consumidores de maconha.
A grande ironia é que a ex-mulher de Nascimento, vivida por Maria Ribeiro, é casada com Fraga - uma pessoa diametralmente oposta a Nascimento, que foi promovido a coronel. Mathias (André Ramiro), preparado por Nascimento para substituí-lo, traz a ideologia do Bope nas veias. Ele ignora a hierarquia, o que acaba causando um massacre em Bangu, dando início à trama do filme.
As trajetórias de Nascimento e Fraga caminham para um encontro. Poderia ser a humanização do primeiro e o endurecimento do segundo. No entanto, o ativista, que logo é eleito deputado, sempre é tratado como um fraco diante das atitudes extremadas do coronel que, às vezes, lembra Rambo.
Nascimento tenta não se curvar ao jogo político do governador e dos deputados que o usam como marionete. Mas seus métodos, eficientes apesar de questionáveis, lhe dão notoriedade e legitimidade.
"Se o eleitor estava dizendo que eu era herói, não ia ser o governador que ia dizer o contrário", diz. Entram em cena, também, milícias criadas e sustentadas por policiais corruptos, que operam um esquema de segurança informal, tomando o lugar dos traficantes à custa de muito medo.
Tudo isso é usado numa eleição, envolvendo governador e deputados. Parece sintomático, embora o diretor alegue que seja apenas uma coincidência a chegada do filme aos cinemas depois da reeleição de alguns governadores e às vésperas do segundo turno.
No roteiro, assinado por Padilha e Bráulio Mantovani, surgem frases de efeito - como "faca na caveira e porrada na vagabundagem" ou "terrorista não é gente" - que saem da boca de um apresentador de TV espalhafatoso, enquanto Nascimento medita sobre os bastidores do poder e a corrupção.
Uma nota de desesperança permeia todo o filme e se concretiza no final, quando parece não haver solução para o país.
"No Brasil, eleição é negócio e o voto é a mercadoria mais valiosa da favela", diz o ex-capitão do Bope. Nascimento descobre isso a duras penas, ao perceber que algumas instituições em que acreditava são passíveis de corrupção. A ele não resta muita opção se quiser mudar o país. Qual o próximo passo do coronel Nascimento? Tentar a Presidência? (Por Alysson Oliveira, do Cineweb) 

DESFILE DIA DA INDEPENDÊNCIA - SÃO PAULO.

sexta-feira, outubro 08, 2010

TECNOLOGIA MILITAR.







AVIBRÁS E GOVERNO ACERTAM ACORDO
07 de outubro de 2010 | 0h00

Clayton Netz - O Estado de São Paulo

Em regime de recuperação judicial desde 2008, a Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, deve assinar na próxima sexta-feira um contrato de "sociedade" com o governo brasileiro. Depende apenas da agenda dos ministros. A primeira parceria público-privada do setor de Defesa no País foi antecipada pelo Estado em agosto.

O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25%, sem aporte direto de dinheiro. Os recursos serão obtidos por meio da conversão de dívidas da Avibrás.

O Comando do Exército e a empresa também se preparam para desenvolver um programa conjunto, o sistema Astros 2020 - lançador de foguetes de artilharia de saturação - com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão nos próximos seis anos. Para tanto, a empresa negocia um financiamento do Banco do Brasil, que deve ser discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também na próxima semana.

No ambicioso projeto do Astros 2020, a arma passa a incorporar um míssil de cruzeiro com alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TM e munições com maior poder de fogo. Mas o maior avanço é na área eletrônica. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite; e a central de comunicação, é criptográfica.

Ontem, durante um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro Nelson Jobim disse a autoridades e empresários do setor que sua maior preocupação é a manutenção da Avibrás, conforme relata a repórter Naiana Oscar. "Já conversei com o presidente e vamos fazer encomenda à Avibrás desses mísseis (Astros 2020)", disse. "Será tratada a necessidade de complementação dos mísseis que o exército importa e que seriam fornecidos pela Avibrás."

Conforme adiantou o Estado, sem essa encomenda e sem recursos em caixa a Avibrás teria de demitir cerca de 600 funcionários, além de fechar 1,8 mil vagas na rede de fornecedores. Com isso, todos os negócios internacionais e os que estão em andamento seriam colocados em risco.

O governo está disposto a firmar com a empresa um acordo comercial de 60 meses para aquisição de produtos. Isso vai permitir que o grupo negocie garantias bancárias para manter suas operações. Em 2007, a Avibrás faturou R$ 60 milhões e chegou a R$ 250 milhões no ano passado. Esse ano, segundo já divulgou o presidente da empresa, Sami Hassuani, a expectativa é de que a receita alcance os R$ 500 milhões.

Caças. Ontem, durante o evento na Fiesp, Jobim deu um novo prazo para que o governo se decida sobre a licitação para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB) com uma frota de novos caças. Em setembro, Jobim disse que o assunto seria definido logo após as eleições, mas como a eleição do novo presidente foi levada para segundo turno, o tema só deve voltar à pauta em novembro. "Essa é uma decisão que o presidente terá de tomar em conjunto com o presidente eleito", afirmou.

O governo prefere os aviões Rafale por conta de uma parceria estratégica com o governo da França. Mas encontra resistência em setores da Aeronáutica, que consideram os suecos Gripen melhores tecnicamente. Segundo Jobim, depois que a decisão for anunciada, será necessário ao menos mais um ano para discussão dos sub-contratos. O comandante da FAB. brigadeiro Juniti Saito, disse que o cronograma está em dia e que aguarda o primeiro caça para 2016. 

TECNOLOGIA 

Carioca Condor lança rastreador de granadas

A Condor Tecnologias Não Letais, do Rio de Janeiro, fabricante de equipamentos voltados às forças armadas e policiais, está lançando o primeiro rastreador do mundo que localiza granadas, inclusive as já detonadas, com base em sinais emitidos por ondas de radiofrequência. Segundo Frederico Aguiar, vice-presidente da Condor, o equipamento deve aumentar em 30% o faturamento da linha de rastreadores da empresa.Com receitas de R$ 75 milhões no ano passado, a Condor exporta seus produtos para mais de 40 países. Por conta de seus projetos, a companhia foi a única empresa brasileira convidada a participar do encontro das Forças Armadas Americanas, que será realizado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na cidade de Las Vegas, no início de novembro.

quinta-feira, outubro 07, 2010

CBN - OPNIÃO NACIONAL - JORNALISTA LUCIA HIPÓLITO

OPNIÃO NACIONAL

O ESTADO DE SÃO PAULO - CADERNO OPNIÃO
DEMOCRACIA É ASPIRAÇÃO NACIONAL?
02 de outubro de 2010 | 0h 00

Luiz Eduardo Rocha Paiva - O Estado de São Paulo

Nas eleições presidenciais de 2002, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e seu partido lançaram a Carta ao Povo Brasileiro, para convencer a Nação de que não imporiam a temida guinada para o socialismo radical, com ruptura do regime democrático, caso o PT chegasse ao poder. Hoje, as posições publicamente manifestadas e algumas iniciativas do presidente da República e da cúpula do PT revelam uma disposição bem diferente da apresentada naquela carta, como se conclui, também, pelas sucessivas propostas para cercear a liberdade de imprensa; pelo 3.º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), com propósitos totalitários enrustidos em ilusória defesa dos direitos humanos; e pelos balões de ensaio do programa partidário num eventual governo em 2011.

A reação de setores democráticos da sociedade obrigou o governo a repetidos recuos, demonstrando não ser fácil impor um regime autoritário ao País. Quanto ao PT, sempre foi claro ser um partido com distintas correntes de pensamento, todas à esquerda, estando à atual direção sob o controle da ala radical.

Mas qual é o pensamento político do presidente Lula? O revelado em 2002 ou o atual?

Uma vez constatada essa oscilação, é natural que parte da Nação considere o presidente um adepto da esquerda radical e que a Carta ao Povo Brasileiro teria sido uma estratégia para viabilizar a ascensão do PT ao poder. Da mesma forma, outra parte pode julgar que o presidente seja um político tradicional, cujas ações visam a manter o poder pessoal e não se norteiam por valores e interesses nacionais, ao contrário do verdadeiro estadista. Para essa parcela da Nação, o presidente estaria radicalizando para controlar a ala mais à esquerda do PT, pois esta já revelou a intenção de assumir a orientação política do próximo governo, o que comprometeria sua liderança e seu futuro político. Há, ainda, a corrente otimista, para a qual o presidente é um democrata, mas se veria obrigado a usar métodos sutis, a fim de controlar as diversas correntes do PT, evitando conflitos que comprometessem a paz social.

Num hipotético cenário em que a ala radical do PT viesse a controlar o governo, ela tentaria impor um regime, no mínimo, autoritário ao País. A Nação viveria momentos de tensão, em que as liberdades individuais e o regime democrático dependeriam do poder das instituições, o qual resulta de sua força política e da vontade e maturidade da Nação. A manobra da esquerda radical reuniria pressões de cúpula e de base, exercidas por organizações e atores aliados nos Poderes da União, amplamente mobiliados pelo partido; por meio de parcerias com parcela significativa do empresariado e do setor financeiro, fidelizada e controlada via benefícios concedidos no contexto da estratégia de implantação do capitalismo de Estado, adaptado do modelo chinês; e por movimentos revolucionários, eufemisticamente chamados sociais, com suas ligações externas.

A linha de frente para neutralizar tal manobra seria composta pelos setores democráticos do próprio Executivo, pelo Judiciário e pelo Legislativo. Este último, porém, está desgastado, não tem credibilidade e grande parte dos congressistas é aliada ao governo ou dá prioridade a interesses pessoais, às vezes inconfessáveis, sendo suscetível a cooptação. São as instâncias competentes para impedir a alteração do arcabouço legal e, assim, tornar inviável a manobra da esquerda radical.

Numa segunda linha se encontra a imprensa, setor com maior capacidade de projeção na sociedade para conscientizar e mobilizar as forças democráticas para a preservação do regime. Daí ser o alvo principal das manobras da esquerda radical nos campos político e financeiro visando a silenciá-la.

E as Forças Armadas? Elas se subordinam ao poder político do Estado, impropriamente chamado poder civil, e, como disse o presidente Castelo Branco, os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de governo, muito menos sua propaganda, mas para garantir os Poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei. Não estão instituídos para declarar solidariedade a este ou àquele Poder.

De fato, a Constituição da República prevê o emprego das Forças Armadas na garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem. O equilíbrio dos Poderes é um fator decisivo na democracia e se o Poder Executivo tentar rompê-lo e se impor aos demais, ao arrepio da lei, não cabe às Forças Armadas, e sim ao Legislativo e ao Judiciário - linha de frente já mencionada -, intervir, podendo haver até mesmo o impeachment do presidente. Neste caso, a linha sucessória seria seguida e, se necessário, as Forças Armadas seriam acionadas, sob o comando supremo do novo chefe da Nação, para fazer cumprir a Constituição.

Somente na hipótese de falência total dos Poderes da União, o caos institucional resultante obrigaria as Forças Armadas a exercê-los, temporariamente, para impedir a desintegração da Nação.

Nenhum cidadão é obrigado a fazer o que é ilegal ou lesivo ao País. Na hipótese em tela, oportunamente, altos chefes militares tomariam uma digna iniciativa pessoal - sem emprego de tropa nem quebra da hierarquia e disciplina: manifestar publicamente oposição à manobra da esquerda radical, com o risco de retaliações, conscientes de que a omissão seria respaldo, implícito, a ações lesivas à democracia, às instituições e ao Brasil e que a lealdade à Pátria é o maior atestado de disciplina militar. A problemática substituição desses chefes levaria a um impasse e reforçaria a reação democrática.

A sociedade é responsável pelo seu destino e deve organizar-se, como no Movimento Ficha Limpa, para pressionar vigorosamente as instituições, obrigando-as a defender a democracia, se esta for realmente uma aspiração nacional.

GENERAL DA RESERVA É PROFESSOR EMÉRITO E EX-COMANDANTE DA ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO E MEMBRO DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL