segunda-feira, outubro 11, 2010

REPÚBLICA AGONIZA!!!

A República agoniza

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 10 de outubro de 2010.

A República agoniza. O dinheiro, a libertinagem, os costumes gregos corrompem os cidadãos. A plebe vive da esmola que lhe dão a cada mês. Se não receber a parte do trigo que calcula lhe devem, insurge-se. Mas os magistrados eleitos, os questores, tribunos, pretores e cônsules são ainda piores que os pobres cidadãos. Compram os votos; vendem a si mesmos. (Caio Júlio César)

A internet continua a me surpreender. Desta vez tive a oportunidade, através de meus artigos, de travar contato virtual com o ex-prefeito de Itu, SP, o senhor Lázaro José Piunti. Falei-lhe de meu amazônico projeto e ele me enviou alguns belos textos. Apresento o primeiro deles que faz uma incisiva reflexão sobre o triste momento político que vivenciamos neste nosso “pobre” e “rico” Brasil. Pobre, indigente mesmo em moralidade, escravo da indecência, capacho de ladrões, servo de usurários. Rico pelas mãos do Grande Arquiteto do Universo que o abençoou com pródigos recursos naturais, clima generoso, terra fértil e mananciais dadivosos. Até quando seremos o país do futuro? Já era tempo, se tivéssemos tido políticos comprometidos com a sociedade e não com suas contas bancárias, de estarmos ocupando posição de relevo no concerto das nações.

Voltemos nossos olhos para o Japão e vamos verificar que em apenas duas décadas, depois de ser arrasado na Segunda Grande Guerra, o país saiu de, praticamente, uma era feudal para se alinhar às potencias de primeiro mundo. Pobre em recursos naturais, mas com uma riqueza imensurável, seu povo que soube escolher seus governantes e escorraçá-los quando necessário. Não imagino os japoneses elegendo, como aqui, o cearense Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como Tiririca, que se auto-define como “abestado”, para Deputado Federal.

- Prosperidade para os atrevidos!
Lázaro José Piunti, 19-09-10 (ex-prefeito de Itu)

“O que é o mundo senão uma comédia?” (Balzac)

Pensei que a era do abuso tinha se esgotado. Quão ingênuo sou!

Eis aí, imenso e estendido de horizonte a horizonte, o território da indignidade.

Os velhacos são os acrobatas do grande circo. O povo é o comparsa. Enquanto a mocidade são os galãs, a velhice é formada pelos logrados.

Os néscios são a maioria – palhaços.

Orquestra – é tudo isso em movimento.

Verdadeiro enxame de moscas, entoando zunidos e zumbidos de mutucas que se chupam mutuamente.

E a Associação dos Malfeitores cresce continuamente!

Surgem aqueles que se propõem a curar sem nunca ter sido médico.

E monta colégio para ensinar, quem jamais freqüentou aula.

Aparecem abridores de igrejas. E pregam Deus. Embora jamais tenham cumprido mandamentos santos.

Vira conselheiro o imoral. E governa bens públicos quem nunca soube administrar suas próprias coisas.

Banqueteiam-se à custa da ingenuidade dos simples. Ampliam sua fortuna. Esmeram-se em enganar aos pobres oferecendo migalhas.

Sua meta é a exclusão dos sábios – estes perturbam os insanos.

O lugar é dos canalhas – porque são mais espertos.

Os monges precisam retornar ao deserto. Novos pastores sejam produzidos.

Ou a nefanda comédia humana se perpetuará!

Imaginei um novo tempo. Onde a sordidez seria vencida pelo bom senso, a astúcia derrotada pela honestidade e a decência restabelecida.

O que se vê é o facho obscuro da “Lanterna Mágica” de outrora.

Definitivamente estou me despedindo deste planeta. A cada dia, mais e mais.


Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E–mail: hiramrs@terra.com.br

sábado, outubro 09, 2010

FATO EM FOCO - TERRORISMO INTERNACIONAL - PARTE 1

FATO EM FOCO - TERRORISMO INTERNACIONAL - PARTE 2

CBN - ARNALDO JABOR.

TROPA DE ELITE 2.

EM 'TROPA 2', NASCIMENTO CONTINUA OSSO DURO DE ROER

Uma nota de desesperança permeia todo o filme e se concretiza no final

07 de outubro de 2010 | 11h 36


Reuters
Você pode tirar o capitão Nascimento do Bope (Batalhão de Operações Especiais), mas não pode tirar o Bope do Capitão Nascimento. Essa é a premissa de "Tropa de Elite 2", que chega aos cinemas de todo o país nesta sexta-feira.

Alexandre Lima/Divulgação
Capitão Nascimento agora é secretário de segurança

Trata-se do maior lançamento para um filme brasileiro até agora e promete, como o primeiro filme de 2007, ser uma das maiores bilheterias nacionais do ano, além de causar muita polêmica e até algum debate.
A controvérsia do segundo filme segue de carona naquela causada pelo primeiro que, em 2008, levou o Urso de Ouro em Berlim. Há questionamentos sobre o papel do governo, da miséria e do tráfico na violência no Rio de Janeiro e no Brasil. Não por acaso, numa das cenas em que os personagens vão ao cinema, todos os filmes em cartaz são do diretor Costa-Gavras, presidente do júri de Berlim que consagrou o primeiro "Tropa de Elite".
O filme abre com um letreiro alertando o espectador que, "apesar das possíveis coincidências com a realidade, esta é uma obra de ficção". Um toque de cinismo que parece dissolver-se ao longo das duas horas de boa e velha ultraviolência - que, em momentos catárticos, com jorros de sangue e profusão de cadáveres, parece materializar um desejo latente de parte da platéia.
Nascimento (Wagner Moura, que acaba de ser premiado no Festival do Rio como melhor ator em "VIPs") já não usa mais a farda preta do Bope. Sua roupa de trabalho em "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro" passa a ser o terno e a gravata, quando é promovido ao posto de sub-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, numa manobra do governo populista.
Como no filme original, uma narração em off reitera e explica tudo aquilo que é visto, num didatismo maçante, como se o diretor José Padilha não acreditasse apenas nas imagens e precisasse verbalizar a ação para que tudo fique bem claro. Especialmente nas primeiras cenas, quando introduz o ativista Diogo Fraga (Irandhir Santos, de "Quincas Berro D'água"), apresentado como um intelectual de esquerda, adorado pelos consumidores de maconha.
A grande ironia é que a ex-mulher de Nascimento, vivida por Maria Ribeiro, é casada com Fraga - uma pessoa diametralmente oposta a Nascimento, que foi promovido a coronel. Mathias (André Ramiro), preparado por Nascimento para substituí-lo, traz a ideologia do Bope nas veias. Ele ignora a hierarquia, o que acaba causando um massacre em Bangu, dando início à trama do filme.
As trajetórias de Nascimento e Fraga caminham para um encontro. Poderia ser a humanização do primeiro e o endurecimento do segundo. No entanto, o ativista, que logo é eleito deputado, sempre é tratado como um fraco diante das atitudes extremadas do coronel que, às vezes, lembra Rambo.
Nascimento tenta não se curvar ao jogo político do governador e dos deputados que o usam como marionete. Mas seus métodos, eficientes apesar de questionáveis, lhe dão notoriedade e legitimidade.
"Se o eleitor estava dizendo que eu era herói, não ia ser o governador que ia dizer o contrário", diz. Entram em cena, também, milícias criadas e sustentadas por policiais corruptos, que operam um esquema de segurança informal, tomando o lugar dos traficantes à custa de muito medo.
Tudo isso é usado numa eleição, envolvendo governador e deputados. Parece sintomático, embora o diretor alegue que seja apenas uma coincidência a chegada do filme aos cinemas depois da reeleição de alguns governadores e às vésperas do segundo turno.
No roteiro, assinado por Padilha e Bráulio Mantovani, surgem frases de efeito - como "faca na caveira e porrada na vagabundagem" ou "terrorista não é gente" - que saem da boca de um apresentador de TV espalhafatoso, enquanto Nascimento medita sobre os bastidores do poder e a corrupção.
Uma nota de desesperança permeia todo o filme e se concretiza no final, quando parece não haver solução para o país.
"No Brasil, eleição é negócio e o voto é a mercadoria mais valiosa da favela", diz o ex-capitão do Bope. Nascimento descobre isso a duras penas, ao perceber que algumas instituições em que acreditava são passíveis de corrupção. A ele não resta muita opção se quiser mudar o país. Qual o próximo passo do coronel Nascimento? Tentar a Presidência? (Por Alysson Oliveira, do Cineweb) 

DESFILE DIA DA INDEPENDÊNCIA - SÃO PAULO.

sexta-feira, outubro 08, 2010

TECNOLOGIA MILITAR.







AVIBRÁS E GOVERNO ACERTAM ACORDO
07 de outubro de 2010 | 0h00

Clayton Netz - O Estado de São Paulo

Em regime de recuperação judicial desde 2008, a Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, deve assinar na próxima sexta-feira um contrato de "sociedade" com o governo brasileiro. Depende apenas da agenda dos ministros. A primeira parceria público-privada do setor de Defesa no País foi antecipada pelo Estado em agosto.

O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25%, sem aporte direto de dinheiro. Os recursos serão obtidos por meio da conversão de dívidas da Avibrás.

O Comando do Exército e a empresa também se preparam para desenvolver um programa conjunto, o sistema Astros 2020 - lançador de foguetes de artilharia de saturação - com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão nos próximos seis anos. Para tanto, a empresa negocia um financiamento do Banco do Brasil, que deve ser discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também na próxima semana.

No ambicioso projeto do Astros 2020, a arma passa a incorporar um míssil de cruzeiro com alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TM e munições com maior poder de fogo. Mas o maior avanço é na área eletrônica. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite; e a central de comunicação, é criptográfica.

Ontem, durante um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro Nelson Jobim disse a autoridades e empresários do setor que sua maior preocupação é a manutenção da Avibrás, conforme relata a repórter Naiana Oscar. "Já conversei com o presidente e vamos fazer encomenda à Avibrás desses mísseis (Astros 2020)", disse. "Será tratada a necessidade de complementação dos mísseis que o exército importa e que seriam fornecidos pela Avibrás."

Conforme adiantou o Estado, sem essa encomenda e sem recursos em caixa a Avibrás teria de demitir cerca de 600 funcionários, além de fechar 1,8 mil vagas na rede de fornecedores. Com isso, todos os negócios internacionais e os que estão em andamento seriam colocados em risco.

O governo está disposto a firmar com a empresa um acordo comercial de 60 meses para aquisição de produtos. Isso vai permitir que o grupo negocie garantias bancárias para manter suas operações. Em 2007, a Avibrás faturou R$ 60 milhões e chegou a R$ 250 milhões no ano passado. Esse ano, segundo já divulgou o presidente da empresa, Sami Hassuani, a expectativa é de que a receita alcance os R$ 500 milhões.

Caças. Ontem, durante o evento na Fiesp, Jobim deu um novo prazo para que o governo se decida sobre a licitação para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB) com uma frota de novos caças. Em setembro, Jobim disse que o assunto seria definido logo após as eleições, mas como a eleição do novo presidente foi levada para segundo turno, o tema só deve voltar à pauta em novembro. "Essa é uma decisão que o presidente terá de tomar em conjunto com o presidente eleito", afirmou.

O governo prefere os aviões Rafale por conta de uma parceria estratégica com o governo da França. Mas encontra resistência em setores da Aeronáutica, que consideram os suecos Gripen melhores tecnicamente. Segundo Jobim, depois que a decisão for anunciada, será necessário ao menos mais um ano para discussão dos sub-contratos. O comandante da FAB. brigadeiro Juniti Saito, disse que o cronograma está em dia e que aguarda o primeiro caça para 2016. 

TECNOLOGIA 

Carioca Condor lança rastreador de granadas

A Condor Tecnologias Não Letais, do Rio de Janeiro, fabricante de equipamentos voltados às forças armadas e policiais, está lançando o primeiro rastreador do mundo que localiza granadas, inclusive as já detonadas, com base em sinais emitidos por ondas de radiofrequência. Segundo Frederico Aguiar, vice-presidente da Condor, o equipamento deve aumentar em 30% o faturamento da linha de rastreadores da empresa.Com receitas de R$ 75 milhões no ano passado, a Condor exporta seus produtos para mais de 40 países. Por conta de seus projetos, a companhia foi a única empresa brasileira convidada a participar do encontro das Forças Armadas Americanas, que será realizado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na cidade de Las Vegas, no início de novembro.

quinta-feira, outubro 07, 2010

CBN - OPNIÃO NACIONAL - JORNALISTA LUCIA HIPÓLITO

OPNIÃO NACIONAL

O ESTADO DE SÃO PAULO - CADERNO OPNIÃO
DEMOCRACIA É ASPIRAÇÃO NACIONAL?
02 de outubro de 2010 | 0h 00

Luiz Eduardo Rocha Paiva - O Estado de São Paulo

Nas eleições presidenciais de 2002, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e seu partido lançaram a Carta ao Povo Brasileiro, para convencer a Nação de que não imporiam a temida guinada para o socialismo radical, com ruptura do regime democrático, caso o PT chegasse ao poder. Hoje, as posições publicamente manifestadas e algumas iniciativas do presidente da República e da cúpula do PT revelam uma disposição bem diferente da apresentada naquela carta, como se conclui, também, pelas sucessivas propostas para cercear a liberdade de imprensa; pelo 3.º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), com propósitos totalitários enrustidos em ilusória defesa dos direitos humanos; e pelos balões de ensaio do programa partidário num eventual governo em 2011.

A reação de setores democráticos da sociedade obrigou o governo a repetidos recuos, demonstrando não ser fácil impor um regime autoritário ao País. Quanto ao PT, sempre foi claro ser um partido com distintas correntes de pensamento, todas à esquerda, estando à atual direção sob o controle da ala radical.

Mas qual é o pensamento político do presidente Lula? O revelado em 2002 ou o atual?

Uma vez constatada essa oscilação, é natural que parte da Nação considere o presidente um adepto da esquerda radical e que a Carta ao Povo Brasileiro teria sido uma estratégia para viabilizar a ascensão do PT ao poder. Da mesma forma, outra parte pode julgar que o presidente seja um político tradicional, cujas ações visam a manter o poder pessoal e não se norteiam por valores e interesses nacionais, ao contrário do verdadeiro estadista. Para essa parcela da Nação, o presidente estaria radicalizando para controlar a ala mais à esquerda do PT, pois esta já revelou a intenção de assumir a orientação política do próximo governo, o que comprometeria sua liderança e seu futuro político. Há, ainda, a corrente otimista, para a qual o presidente é um democrata, mas se veria obrigado a usar métodos sutis, a fim de controlar as diversas correntes do PT, evitando conflitos que comprometessem a paz social.

Num hipotético cenário em que a ala radical do PT viesse a controlar o governo, ela tentaria impor um regime, no mínimo, autoritário ao País. A Nação viveria momentos de tensão, em que as liberdades individuais e o regime democrático dependeriam do poder das instituições, o qual resulta de sua força política e da vontade e maturidade da Nação. A manobra da esquerda radical reuniria pressões de cúpula e de base, exercidas por organizações e atores aliados nos Poderes da União, amplamente mobiliados pelo partido; por meio de parcerias com parcela significativa do empresariado e do setor financeiro, fidelizada e controlada via benefícios concedidos no contexto da estratégia de implantação do capitalismo de Estado, adaptado do modelo chinês; e por movimentos revolucionários, eufemisticamente chamados sociais, com suas ligações externas.

A linha de frente para neutralizar tal manobra seria composta pelos setores democráticos do próprio Executivo, pelo Judiciário e pelo Legislativo. Este último, porém, está desgastado, não tem credibilidade e grande parte dos congressistas é aliada ao governo ou dá prioridade a interesses pessoais, às vezes inconfessáveis, sendo suscetível a cooptação. São as instâncias competentes para impedir a alteração do arcabouço legal e, assim, tornar inviável a manobra da esquerda radical.

Numa segunda linha se encontra a imprensa, setor com maior capacidade de projeção na sociedade para conscientizar e mobilizar as forças democráticas para a preservação do regime. Daí ser o alvo principal das manobras da esquerda radical nos campos político e financeiro visando a silenciá-la.

E as Forças Armadas? Elas se subordinam ao poder político do Estado, impropriamente chamado poder civil, e, como disse o presidente Castelo Branco, os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de governo, muito menos sua propaganda, mas para garantir os Poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei. Não estão instituídos para declarar solidariedade a este ou àquele Poder.

De fato, a Constituição da República prevê o emprego das Forças Armadas na garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem. O equilíbrio dos Poderes é um fator decisivo na democracia e se o Poder Executivo tentar rompê-lo e se impor aos demais, ao arrepio da lei, não cabe às Forças Armadas, e sim ao Legislativo e ao Judiciário - linha de frente já mencionada -, intervir, podendo haver até mesmo o impeachment do presidente. Neste caso, a linha sucessória seria seguida e, se necessário, as Forças Armadas seriam acionadas, sob o comando supremo do novo chefe da Nação, para fazer cumprir a Constituição.

Somente na hipótese de falência total dos Poderes da União, o caos institucional resultante obrigaria as Forças Armadas a exercê-los, temporariamente, para impedir a desintegração da Nação.

Nenhum cidadão é obrigado a fazer o que é ilegal ou lesivo ao País. Na hipótese em tela, oportunamente, altos chefes militares tomariam uma digna iniciativa pessoal - sem emprego de tropa nem quebra da hierarquia e disciplina: manifestar publicamente oposição à manobra da esquerda radical, com o risco de retaliações, conscientes de que a omissão seria respaldo, implícito, a ações lesivas à democracia, às instituições e ao Brasil e que a lealdade à Pátria é o maior atestado de disciplina militar. A problemática substituição desses chefes levaria a um impasse e reforçaria a reação democrática.

A sociedade é responsável pelo seu destino e deve organizar-se, como no Movimento Ficha Limpa, para pressionar vigorosamente as instituições, obrigando-as a defender a democracia, se esta for realmente uma aspiração nacional.

GENERAL DA RESERVA É PROFESSOR EMÉRITO E EX-COMANDANTE DA ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO E MEMBRO DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL

quarta-feira, abril 21, 2010

PASSAGEM COMANDO MILITAR DO SUDESTE.

PASSAGEM DO CARGO DE COMANDANTE MILITAR DO SUDESTE

São Paulo (SP) - No dia 15 de abril, o Comandante do Exército, General ENZO Martins Peri, presidiu a solenidade de passagem do cargo de Comandante Militar do Sudeste, do General Antônio Gabriel ESPER ao General João Carlos VILELA Morgero. 

Gen. ESPER  -  Gen. ENZO  - Gen. VILELA



Gen. ESPER  -  Gen. ENZO  - Gen. VILELA


Gen. ESPER  -  Gen. ENZO  - Gen. VILELA

terça-feira, abril 13, 2010

REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA DE 31 DE MARÇO DE 1964

ORDEM DO DIA DO Cmt INTERINO DA 3ª Bda CMec

REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA DE 31 DE MARÇO DE 1964

Soldados da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada!

Há 46 anos atrás, o presidente da República, João Goulart, era deposto.

Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros, de tomada do poder. Para nós, brasileiros, ocorreu a Revolução Democrática de 1964, que afastou nosso querido país de uma ditadura comunista, cruel e sanguinária, que só os irresponsáveis, por opção ou por descuido, não querem enxergar.    

A grande maioria de vocês, principalmente os mais jovens, foram cansativamente expostos à idéia transmitida pela propaganda política, inserida nas salas de aula, nos ditos livros didáticos, nos jornais, programas de rádio e de TV, que os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas; que  para combater os "generais que usurparam o poder" os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela redemocratização do país; que jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura.Erro! O nome de arquivo não foi especificado.

Mas qual é a verdade sobre o Movimento de 31 de março?

Para responder a esta pergunta, basta tão simplesmente voltarmos nossas vistas para aquela conturbada época da vida nacional. O país vivia no caos. Greves políticas paralisavam os transportes, as escolas, os bancos etc. Filas eram feitas para comprar alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. João Goulart queria implantar suas reformas de base à revelia do Congresso Nacional. Os principais jornais da época exigiam a saída do presidente, em nome da manutenção da democracia. Pediam para que os militares entrassem em ação, a fim de evitar que o Brasil se tornasse mais uma país dominado pelos comunistas. O povo foi às ruas pedindo o fim daquele desgoverno, antes que fosse tarde demais.

E, assim, aconteceu o 31 de março!

Naqueles dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude patriótica dos militares eram publicados, nos mesmos jornais que, hoje, caluniam a Revolução...

Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta contra seus irmãos, pensando que estariam lutando contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos  acreditam nisso até hoje.

E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas. A luta armada havia começado.

Foram vários atos terroristas:  atentados a bomba no aeroporto de Recife, em quartéis do Exército, em instalações diplomáticas de outros países; seqüestros e assassinatos de civis, militares e autoridades estrangeiras em solo brasileiro.

A violência revolucionária havia se instalado.

Naquela época, os terroristas introduziram no Brasil a maneira de roubar dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais. Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje. Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China.

As polícias civil e militar sofriam pesadas baixas e não conseguiam, sozinhas, impor a lei e a ordem.

Para não perder o controle da situação, o governo decretou medidas de exceção, pelas quais várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitrário, mas necessário. A frágil democracia que vivíamos não se podia deixar destruir.
Graças ao Bom Deus e Senhor dos Exércitos, vencemos a besta-fera!

Os senhores sabiam disso? Com quantas inverdades fizeram “a cabeça de vocês”! Foi a maneira que os comunistas encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês no Brasil.

Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Alguns de vocês que não nasceram naquela época, chegam mesmo a acreditar no que eles dizem...

E por que essas mentiras são repetidas até hoje?

Por que passado quase meio século, ainda continuam a nos caluniar? Qual será o motivo desse medo e dessa inveja?

Esta resposta também é simples:
É porque eles sabem que nós, militares, não nos deixamos abater pelas acusações contra as Forças Armadas, porque, na verdade, apenas cumprimos o dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista, perigo esse que já anda ao derredor do nosso Brasil, só que com outra maquiagem.

É porque eles sabem que nós, militares, levamos uma vida austera e cultivamos valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes, nas mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois temos consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que realizar orgias com o dinheiro público.

É porque eles sabem que nós, militares, temos como norma a grandeza do patriotismo e o respeito sincero aos símbolos nacionais, principalmente a nossa bandeira, invicta nos campos de batalha, e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma e o conteúdo.

É porque eles sabem que nós, militares, temos orgulho dos heróis nacionais que, com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis não foram fabricados a partir de interesses ideológicos.

É porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos governos militares, ela foi pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de caráter a contaminar por inteiro um ideal.

É porque eles sabem que nós, militares, somos disciplinados e respeitamos a hierarquia, ainda que tenhamos divergências com nossos chefes, pois entendemos que eles são responsáveis e dignos de nossa confiança e que não se movem por motivos torpes ou por razões mesquinhas.

É porque eles sabem que nós, militares, não nos dobramos à mesquinha ação da  distorção de fatos que há mais de 40 anos os maus brasileiros vem impondo à sociedade, com a clara intenção de impor-lhe a idéia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutaram pela democracia, quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos,' sempre foi - e continua sendo – o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que aquela que eles afirmam ter combatido.

É porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui a nós, militares, e às Forças Armadas - por maiores que sejam os nossos defeitos e limitações - não tem respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.

Soldados da Brigada Patrício Corrêa da Câmara! Pertencemos ao Exército Brasileiro, brasileiro igual a todos nós e com muito orgulho no coração.

Exército invicto nos campos de batalha, onde derrotamos comunistas, nazi-fascistas, baderneiros, guerrilheiros, sabotadores, traidores da Pátria, conspiradores, predadores do patrimônio público, bandidos e terroristas.

Mas retornemos agora nossas vistas para o presente... O momento é decisivo para o Brasil, e por conseguinte, para todos nós, brasileiros. Mas será que estamos realmente conscientes disso?

Parece que não! O País vive em um clima de oba-oba, tipo “deixa a vida me levar, vida leva eu”... O dinheiro público é distribuído em alguns tipos de bolsas, umas de indisfarçável cunho ideológico revanchista e, outras, voltadas ao assistencialismo, nunca na história desse País visto em tão larga escala... A mídia satura a grande massa, “coincidentemente” o grande colégio eleitoral, com programas televisivos de baixíssima qualidade cultural, de cunho nitidamente apelativo, fabricando falsos heróis, que corroem os valores cristãos do nosso povo... como que distraindo-o, a fim de impedi-lo de enxergar o que anda acontecendo por aqui e ao nosso redor: situações idênticas ocorridas no Brasil e em outros países são tratadas de formas diferenciadas, conforme a simpatia ideológica; a palavra empenhada, as posições firmadas e documentos estratégicos são trocados ou modificados conforme a intensidade da reação da opinião pública, tornando transparente a falta de seriedade no trato dos destinos do Brasil, ou pior, revelando as verdadeiras intenções, ocultas e hediondas.

Senão bastasse, serviçais de plantão vem à mídia tentar explicar o inexplicável, isso quando não jogam a culpa na opinião pública, dizendo que foi ela quem entendeu de forma errada ou procuram fazer-se de vítimas face à suposta campanha difamatória, quando na verdade os fatos estão aí, as claras …

No entanto, parece que as pessoas encontram-se anestesiadas, apenas “vivendo a vida”, discutindo qual a melhor cerveja, ou quem deve ser eliminado da casa, se tal jogador deve ser convocado...

O que vemos hoje já era utilizado nos tempos do antigo Império Romano, a estratégia do “pão e circo: dê ao povo comida e diversão de graça e ele esquecerá seus problemas...”

Porém, ao longo da História da civilização, diversas personalidades já apontavam para os perigos desses momentos de desesperança, destacamos: Martin Luther King - “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...”; Burke - “Para o mal triunfar, basta os homens de bem não fazerem nada...”; Mario Quintana - “O que mata um jardim não é o abandono! O que mata um jardim é esse olhar vazio de quem passa indiferente por ele”; e Rui Barbosa - "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Não! Não deixaremos que os inimigos da Pátria venham manchar sua honra ou deturpar seus valores cristãos. Não envergonharemos nossos antecessores, os quais nos legaram esse Brasil-Continente, livre e soberano!

Soldados da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, estaremos sempre atentos e, se o Bom Deus e Senhor dos Exércitos assim o desejar, cumpriremos nossa sagrada missão de defender a Pátria. Que seja isso, ou que o sol, sem eflúvio, sem luz e sem calor, nos encontre no chão a morrer do que vivo sem te defender...

ASSINA, MARIO LUIZ DE OLIVEIRA  Cmt INTERINO  DA 3ª BDA CMEC

BRASIL E EUA ASSINAM ACORDO DE COOPERAÇÃO MILITAR


12/04/2010 - 19h08




Os Estados Unidos e o Brasil assinaram nesta segunda-feira, em Washington, um acordo de cooperação militar, o segundo do governo de Barack Obama com um país latino-americano, depois do que foi firmado com a Colômbia, motivo de grande polêmica na região.

A assinatura foi feita no Pentágono pelo secretário de Defesa americano, Robert Gates, e o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.

"Este acordo formaliza os inúmeros interesses em matéria de segurança e valores que compartilhamos enquanto nações com maior população do continente americano", disse Gates à imprensa, após a solenidade.

O acordo destina-se a promover a colaboração entre os dois países em matéria de conhecimentos militares, treinamento, exercícios conjuntos e projetos comerciais, destacou Robert Gates.

"Seus termos em nada ferem os princípios das Cartas da ONU e da OEA de respeito à soberania, de não intervenção nos assuntos internos dos países", deixou claro o ministro Nelson Jobim.

O acordo, que prevê a cooperação entre as indústrias de defesa de ambos os países, foi subscrito num momento em que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda a compra de aviões para sua força aérea - uma corrida à qual se lançou o fabricante americano Boeing para fornecer aviões F/A-18 Super Hornet de combate ao Brasil. O francês Dassault, com os Rafale - preferidos por Lula- e o sueco Saab com os Gripen NG estão igualmente em disputa para conseguir este contrato de vários bilhões de dólares relativo à licitação para a compra de 36 aviões.

No dia 7 de abril, Jobim havia informado que entregaria nesta semana seu relatório sobre a aquisição de aviões de caça ao presidente brasileiro. Lula deverá, em seguida, convocar e ouvir o Conselho Nacional da Defesa para, enfim, anunciar sua escolha.

Segundo o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, "é importante deixar claro que o acordo de cooperação tem impacto muito maior do que apenas o intercâmbio de equipamentos militares ou venda de um sistema", assinalou.

A cláusula que garante o respeito à soberania "reflete a linguagem da Unasul (União de Nações Sul-Americanas, que se mostrou suscetível ao uso americano de bases colombianas), tendo sido proposta pelo Brasil e aceita pelos Estados Unidos", disse Shannon.

Jobim afirmou que o acordo também "ajuda" a uma eventual venda aos Estados Unidos de aviões supertucano da brasileira Embraer, que participa de outra licitação.

O secretário Gates elogiou a cooperação mantida pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, e as tropas que os Estados Unidos enviaram ao Haiti depois do terremoto devastador de 12 de janeiro.

"A cooperação em defesa entre Estados Unidos e Brasil marca um importante exemplo, uma relação que destaca um modelo positivo e transparente para a cooperação na América", disse Gates.

domingo, abril 11, 2010

PPP ESSENCIAIS PARA A RECONSTRUÇÃO DO HAITI

"PPP ESSENCIAIS PARA A RECONSTRUÇÃO DO HAITI” 

Cartagena, Colômbia, 9 de abril: As parcerias público-privadas (PPPs) são essenciais para avançar na reconstrução do Haiti e conseguir a recuperação sustentável do país após o terremoto em janeiro, empresas, governo e líderes da sociedade civil, disse em uma sessão no último dia do Fórum Econômico Mundial na América Latina. 

"A reabilitação do Haiti tem a ver com governança e da criação do Estado de Direito", disse Leonel Fernández, Presidente da República Dominicana. "Para um país ser viável, precisa de instituições, a liderança confiável e um sistema de investimento social. Tudo isso precisa de investimentos pelo setor privado." 

Para reconstruir o Haiti, "temos de ter em conta os princípios democráticos, os valores cristãos e da boa governança", contou Joseph Philippe, fundador da Fonkoze, uma ONG no Haiti. 
"A parceria público-privada deve começar de baixo. As ONGs internacionais, as organizações locais e o governo não estamos trabalhando juntos agora. Precisamos ter um diálogo com a base. Precisamos desenvolver parcerias". 

Os esforços da comunidade internacional na reconstrução do Haiti devem ser mais bem coordenadas, disse Luis A. Moreno, presidente do Inter-American Development Bank. Ele acrescentou que o foco deve ser "para gerar empregos, isso irá resultar no desenvolvimento sustentável do setor privado." José Octávio Reyes, presidente do Grupo da América Latina em The Coca-Cola no México, concordou. 

Em pouco mais de dois meses, a empresa lançou um projeto para garrafa de suco de manga no Haiti projetada para dobrar a renda de 25.000 famílias. 
"Alone sector ninguém pode fazê-lo", explicou Rocha. 

"As ONGs e o setor privado pode acelerar o quadro [de tempo] reconstrução por muitos anos", Lorenzo A. Mendoza, Chief Executive Officer da Empresas Polar, na Venezuela anotado. "Temos de investimentos diretos para o Haiti, onde tem um potencial real. Sinto-me muito entusiasmado com as novas possibilidades para o Haiti." 
O primeiro-ministro John Howard David Thompson, de Barbados perguntou: "Qual é a plataforma que irá apoiar o investimento do sector privado e não Haiti no lugar das estruturas para facilitar o investimento do setor privado novo? Há uma necessidade para nós de reconstruir na terra o governo 
estruturas do Haiti. A questão crítica é o que podemos fazer para garantir que a capacidade administrativa está lá para entregar".

sábado, abril 10, 2010

Sábia Decisão no Caso Lamarca - SENTENÇA da JUÍZA É NO MÍNIMO SENSATA!!! REVÉS DO LULAPETISMO E OS CAMBAUSSS

Até que enfim!!!

Queiram seguir os homens e as instituições de bem o exemplo do Clube Militar, a fim de suspender as benesses dos demais criminosos e terroristas.


JUSTIÇA FEDERAL SUSPENDE PENSÃO DE VIÚVA DE TERRORISTA.

Reinaldo Azevedo - do blog do autor.

A Justiça Federal concedeu nesta sexta-feira, dia 5 de março de 2010, uma liminar para suspender a anistia ao ex-guerrilheiro comunista Carlos Lamarca.

Autor da ação, o Clube Militar do Rio pediu a anulação da portaria do ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu anistia política post-mortem ao capitão Carlos Lamarca - com promoção ao posto de coronel e proventos de general-de-brigada, além de reparação econômica no valor de R$ 902.715,97, em favor de sua viúva, Maria Pavan Lamarca.

Em julho, a comissão de anistia do Ministério da Justiça havia concedido indenização de R$ 300 mil à viúva e aos filhos de Lamarca pelos dez anos em que estiveram exilados em Cuba.. Com a promoção post-mortem, a viúva Maria Pavan Lamarca passaria a receber do Ministério da Defesa uma pensão de R$ 12 mil, correspondente ao montante pago para um general de brigada, do Exército.

A juíza Claudia Maria Pereira Bastos Neiva acatou a alegação do Clube Militar, de que Lamarca não poderia ser beneficiado pela lei de anistia porque desertou do Exército para entrar na luta armada contra o regime militar.

Além disso, em seu despacho, a juíza considerou "altamente questionável a opção política de alocação de receitas para pagamento de valores incompatíveis com a realidade nacional, em uma sociedade carente de saúde pública em padrões dignos, deficiente na educação publica, bem como nos investimentos para saneamento básico, moradia popular e segurança".

A liminar suspende os pagamentos e os benefícios indiretos, inclusive a promoção a general-de-brigada, até o julgamento do mérito da ação, ainda sem data definida. Os autores argumentam que, conforme o Decreto 3.998, de 5 de novembro de 2001, só será promovido post-mortem o oficial que, "ao falecer, satisfazia as condições de acesso e integrava a faixa dos oficiais que concorriam à promoção pelos critérios de antiguidade ou de merecimento".

Sustentam, assim, que o Conselho de Anistia não pode fazer a promoção, mesmo com o referendo do ministro da Justiça.

Lamarca, que servia num quartel de Quitaúna, em Osasco, quando desertou do Exército para entrar na luta armada, foi comandante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), da Var-Palmares e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), pelos quais combateu no Vale do Ribeira (SP) e no sertão da Bahia, onde foi emboscado e morto por tropas do Exército, em setembro de 1971. Nascido no Rio, em 27 de outubro de 1937, casou-se em 1959 com Maria Pavan, com quem teve dois filhos - César e Cláudia. Justiça seja feita. Ainda há juízes em Berlim?

No que diz respeito a anistias e reparações - um verdadeiro coquetel de imoralidades e ilegalidades -, raramente vi um caso tão escandaloso como este, de Lamarca.

A promoção - e, consequentemente, parte do valor da indenização - é flagrantemente ilegal. É ilegal porque o Decreto 3.998 diz que só será promovido post-mortem o oficial que, "ao falecer, satisfazia as condições de acesso e integrava a faixa dos oficiais que concorriam à promoção pelos critérios de antiguidade ou de merecimento". E o que se pode afirmar de um desertor, que optou pela luta armada e pelo terrorismo???

Sim: ainda que eu considere ambas as práticas condenáveis, não são a mesma coisa. Ele era também um terrorista, não apenas um soldado do comunismo.

A indenização é também imoral. Lamarca conhecia os riscos da luta e não teria tido, com aqueles que o mataram, mais complacência do que tiveram com ele. Aliás, teve a chance de demonstrá-lo: e optou pela morte cruel de um prisioneiro. Isso é história, não ideologia.

Vamos ver que desculpa dará o Ministério da Justiça para ter optado pela promoção ao arrepio do que diz o decreto 3.998.. E notem bem: a justificativa de que ele tinha direito à rebelião porque havia uma ditadura no Brasil é estúpida, inverídica. Ele também queria uma ditadura, só que outra, a comunista. Mais ainda: se estava descontente com a orientação do Exército, que pedisse baixa, abandonasse a carreira.. Ele escolheu o contrário: voltou as suas armas contra a Força à qual pertencera. E, agora, se pede a esta mesma Força que o promova?

E há um aspecto irônico em tudo isso. A família Lamarca está sendo indenizada também pelos anos passados em Cuba. Ora, por quê? Não dizem os comunistas, até hoje, que lá se realizava e se realiza o sonho do socialismo? Por que dar compensações a alguém que viveu a antecipação do paraíso que o próprio Lamarca queria ver reproduzido no Brasil.

Guerrilha não é caderneta de poupança. Terrorismo não é investimento em bolsa de valores. Esquerdismo não é aposta no mercado de futuros. A se dar crédito aos valentes, não se dedicaram à causa para enriquecer ou para tornar ricos os descendentes.

A juíza está certa: troquemos nossos falsos mártires esquerdistas por crianças pobres!