quinta-feira, abril 08, 2010

TENTATIVA DE AMEÇA DE PROCESSO CONTRA GEN. SANTA ROSA.

Para seu conhecimento, a absurda tentativa de processar o Gen. Ex. Santa Rosa por suposta prática do delito previsto no artigo 16 do CPM.



17/03/2010

MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROCURADORIA-GERAL DA JUSTIÇA MILITAR
DECISÕES DE SUBPROCURADOR-GERAL
PEÇAS DE INFORMAÇÃO
PROTOCOLO N. 157/2010/DDJ

Após a declaração de suspeição por parte da Procuradora-Geral da Justiça Militar e de seu substituto legal (fls. 9 e 11), foram-me encaminhados os presentes autos para a devida apreciação do caso, no qual se imputa a Oficial-General a suposta prática do delito previsto no art. 166 do Código Penal Militar.

Narra a notícia-crime d fls. 2/3 que o General-de-Exército MAYNARD MARQUES DE SANTA ROSA teria sido exonerado do cargo de Chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército por ter divulgado carta, de sua autoria, que contém crítica à Comissão Nacional da Verdade, “adjetivando-a de ‘Comissão da Calúnia’, a qual seria composta ‘pelos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a banco, como meio de combater ao regime, para alcançar o poder’, dentre outras afirmações contrárias à comissão e suas tarefas” (fl. 2).

Destarte, alega-se que, ao criticar publicamente resolução de governo, qual seja, o Decreto n. 7.037, de 21 de dezembro de 2009, editado pelo Presidente da República, o Oficial-General pode ter incorrido no crime militar de publicação ou crítica indevida.

É o breve relato. Decido.
O crime militar em tela tem a seguinte redação:
Art. 166. Publicar o militar ou assemelhado, sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar publicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar, ou a qualquer resolução do Governo: Pena - detenção, de dois meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

Constata-se que a conduta imputada ao Gen. SANTA ROSA refere-se ao segundo núcleo do tipo: “criticar publicamente (…) qualquer resolução de Governo”. Examinemos, pois, o caso.

Eis a íntegra da carta redigida pelo Oficial-General:
A verdade é o apanágio do pensamento, o ideal da filosofia, a base fundamental da ciência. Absoluta, transcende opiniões e consensos, e não admite incertezas.

A busca do conhecimento verdadeiro é o objetivo do método científico.

No memorável “Discurso sobre o Método”, René Descartes, pai do racionalismo francês, alertou sobre as ameaças à isenção dos julgamentos, ao afirmar que “a precipitação e a prevenção são os maiores inimigos da verdade”.

A opinião ideológica é antes de tudo dogmática, por vício de origem.

Por isso, as mentes ideológicas tendem naturalmente ao fanatismo.

Estudando o assunto, o filósofo Friedrich Nietszche concluiu que “as opiniões são mais perigosas para a verdade do que as mentiras”.

Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa.

A História da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar trinta mil vítimas por ano no reino da Espanha.

A “Comissão da Verdade” de que trata o Decreto de 13 de janeiro de 2010, certamente, será composta dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime, para alcançar o poder.

Infensa à isenção necessária ao trato de assunto tão sensível, será uma fonte de desarmonia a revolver e ativar a cinza das paixões que a lei da anistia sepultou.

Portanto, essa excêntrica comissão, incapaz por origem de encontrar a verdade, será, no máximo, uma “Comissão da Calúnia”. (grifo nosso)

Prefacialmente, cumpre esclarecer a qual decreto o Gen SANTA ROSA faz referência. Não se trata do Decreto n. 7.037, de 21 de dezembro de 2009, que criou a Comissão da Verdade, mas, conforme explicitado na carta, do Decreto de 13 de janeiro de 2010, da categoria de “decretos não numerados” (Dnn), e também, obviamente, editado pelo Presidente da República (anexo).

A partir desse dado, fica ainda mais evidente o objeto da crítica do Oficial-General: a futura composição da Comissão da Verdade, e não, propriamente, a previsão de sua criação, constante do Decreto n. 7.037/09.

Nesse contexto, da leitura da carta, extrai-se, em apertada síntese, o receio do seu autor a respeito da composição da referida Comissão, que, permeada pela ideologia, será incapaz de encontrar a verdade, revelando-se, portanto, uma “Comissão da Calúnia”.

Verifica-se, no entanto, que ainda não há qualquer ato de nomeação dos membros da Comissão da Verdade, pois esta sequer foi formada. O Decreto de 13 de janeiro de 2010 tão-somente criou um Grupo de Trabalho para elaborar anteprojeto de lei para instituí-la (art. 1º).

Assim, estamos em que a crítica não foi dirigida à resolução de governo de criação da Comissão da Verdade, mas aos seus futuros e prováveis integrantes, nominados pelo Oficial-General como “fanáticos”, que não estariam comprometidos com a exatidão dos fatos, pois, consoante se infere da carta, agiriam de acordo com sua ideologia.

Dessa forma, a crítica do Oficial-General mais se aproximaria do delito de injúria do que do crime de publicação ou crítica indevida. Porém, como os membros da Comissão da Verdade longe estão de serem definidos, não há como imputar o termo pejorativo a ninguém, restando atípica a conduta, sob essa ótica.
Outro aspecto a ser levado em consideração no exame da configuração do crime de publicação ou crítica indevida é a intenção no Gen SANTA ROSA em relação à publicidade dada, no final das contas, ao seu texto.

Na nota à imprensa divulgada pelo Ministério da Defesa em 10 de fevereiro de 2010 sobre a exoneração do General, encontra-se a seguinte assertiva:
“Segundo o Comandante [General Enzo], ‘trata-se de correspondência pessoal do referido Oficial-general indevidamente propagada pela Internet, sendo, portanto, uma opinião particular’” (grifo nosso, anexo).

Conforme averiguado, então, a carta do Gen SANTA ROSA tratava-se de uma correspondência pessoal, a qual, a nosso ver, por encontrar-se situada em âmbito restrito e privado do remetente, está acobertada pela liberdade de expressão, constitucionalmente assegurada.

Ocorre que tal carta teve circulação indevida pela Internet. Contudo, em que pese a inegável autoria da carta, não se pode imputar ao seu autor a divulgação do texto e, por conseguinte, a conduta de “criticar publicamente”.

Caso contrário, restaria configurada a responsabilidade objetiva, veementemente rechaçada pelo Direito Penal hodierno.

Uma terceira questão a ser enfrentada refere-se ao âmbito de proteção da norma penal em comento.

Cientes de que o Código Penal Militar data de 21 de outubro de 1969 e que, portanto, foi editado em outro contexto político-constitucional, indagamos se o tipo previsto em seu art. 166 deve, atualmente, ser interpretado de modo a ter o maior alcance possível, abrangendo todos os tipos de “atos de superior”, inclusive os da vida privada, bem como “qualquer resolução do Governo”, independentemente da matéria veiculada, ou se tal dispositivo legal merece uma interpretação mais restrita, coerente com os demais tipos previstos no Capítulo V, “Da Insubordinação”, que levam sempre em conta ato ou assunto atinentes à disciplina militar ou a matéria de serviço ou dever imposto em lei, regulamento ou instrução.

Caso se entenda pelo campo de incidência mais largo, poder-se-ia argumentar que os  militares  estão  proibidos  de  tecer  críticas  públicas  até  mesmo às políticas econômica, fiscal e tributária brasileiras e outros assuntos que a eles dizem respeito mais como cidadãos do que como integrantes das Forças Armadas, o que não se nos afigura plausível.

Assim, num contexto de duras críticas ao Plano Nacional de Direitos Humanos, de inequívoco interesse geral, seria justo que somente os militares não se pudessem manifestar enquanto vários outros segmentos da sociedade demonstraram seu descontentamento, tais como o clero, representantes da agricultura comercial e dos meios de comunicação, acadêmicos, economistas, juristas etc. (anexo)? Pior, seria razoável dar tratamento penal ao caso e imputar aos militares que expressassem sua opinião o crime previsto no art. 166 do CPM?

Vale lembrar, ainda, que, no que concerne ao tema geral da Comissão da Verdade, a voz do Gen SANTA ROSA não foi isolada, haja vista a divulgação na imprensa da denominada “crise militar”, consistente na ameaça de pedido de exoneração conjunta por parte do Ministro da Defesa e dos Comandantes das Forças Armadas em razão da criação da referida Comissão, nos termos originais do Decreto n. 7.037/09 (anexo).

Tudo isso denota que não há situação mais natural do que a existência de críticas a questões políticas dentro do verdadeiro Estado Democrático e Direito, em que assegurada a liberdade de expressão.

E, especificamente quanto aos militares brasileiros, faz-se oportuno invocar as lúcidas palavras do Marechal Osório no sentido de que “A farda não abafa o cidadão no peito do soldado”.

Por derradeiro, com isenção de juízo de valor sobre esta medida, ressalta-se que o proceder do Oficial-General já recebeu pronta e expedita repreensão, com sua exoneração do cargo de Chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército (anexo).

Diante da atipicidade da conduta do General-de-Exército MAYNARD MARQUES DE SANTA ROSA, determino o arquivamento do feito.

Providências pelo Departamento de Documentação Jurídica.
Oficie-se ao Promotor da Justiça Militar Dr. Soel Arpini e ao Comando do Exército, com cópia desta decisão.
 
Publique-se.
Brasília-DF, 10 de março de 2010.
MÁRIO SÉRGIO MARQUES SOARES
Subprocurador-Geral da Justiça Militar

Diário da Justiça - nº 51 - pág. 21

http://observatorio.virtual.74.zip.net/

terça-feira, março 30, 2010

ENGENHEIRO QUE VIROU SUCO.

24/03 - ENGENHEIRO QUE VIROU SUCO

Ternuma Regional Brasília  

General-de-Divisão Murilo Neves Tavares Silva      

Não se trata de crítica ou comentário de filme que teve título semelhante e fez bastante sucesso. Trata-se do Sr José Roberto Arruda, engenheiro de uma companhia estatal do Distrito Federal. Há muito tempo na política, teve passagens pelo Congresso Nacional, por secretarias de governo do DF e, com enorme votação, foi eleito governador da Capital da República.     

Texto Completo

Eis que, de repente e não mais que de repente, no dia 27 de novembro de 2009, aparece o engenheiro (governador com três anos no cargo) em gravação de video, recebendo dinheiro de um senhor que  -  segundo o divulgado em órgãos de imprensa  -  exercia cargo de relevo no governo de Joaquim Roriz e responde a mais de trinta processos por improbidade administrativa ou coisas do gênero.    Ainda conforme a exaustiva divulgação do fato, tratava-se de uma contribuição para a campanha do engenheiro ao governo (que se desenvolveu em 2006) e destinava-se à compra de panetones para eleitores menos favorecidos.

Apesar dos pesares, esse senhor que manipulava o gravador foi mantido em cargo importante no governo local, quando  Arruda tomou posse.  Armado o escândalo, seguiram-se outras exibições  -  realmente constrangedoras  -  de videos gravados pelo mesmo senhor e que envolviam parlamentares, empresários, meias, bolsas, cuecas e até uma cena grotesca que ficou conhecida como a "oração da propina".
         
Escandalizadas, a opinião pública e a publicada (alguém já disse que entre uma e outra reside grande diferença) passaram a exigir providências.  E aí começa a minha alegria.  As tais providências vieram com velocidade assustadora:  caras pintadas  -  absolutamente omissas quando dos escândalos de 2005 no "mensalão" do Congresso Nacional  -  voltaram às ruas, com os sempre esperados e, às vezes, até desejados confrontos com a polícia militar;  os líderes políticos da oposição  -  muitos deles de partidos metidos até o pescoço no acima citado  "mensalão"  -  exigiram moralidade no manejo de dinheiros públicos em âmbito local, porque no federal a coisa muda de figura para eles;  procuradores, juízes, OAB e outras instituições foram ágeis em adotar posições e determinar prisões preventivas ou que outro nome tenham e impiedosos na apreciação de habeas corpus e outras medidas a que recorrem os defensores de acusados.  O engenheiro governador, recolhido preso a dependências da Polícia Federal, e seus advogados estranham que ele nunca tenha sido ouvido. De 27 de novembro a esta parte, como diria um erudito, já se passaram mais de noventa dias, o que me parece ser tempo suficiente para uma oitiva.

Tampouco se ouviu falar em quem teria ou tem interesse no episódio que demoliu um governador, um vice-governador, deputados distritais, secretários de estado e um membro do Tribunal de Contas do DF.  Não se sabe ainda em que pé estão as investigações sobre os corruptores (não sendo do ramo, sei apenas que quando se trata de corrupção há ativos e passivos) e se os dinheiros de propinas desviados de pagamentos superfaturados foram localizados em patrimônios pessoais não declarados e se voltarão aos cofres governamentais.  Colocado o governador no liquidificador, resta saber se a tomada foi ligada por partidos de oposição a ele;  por gente insatisfeita de sua chamada base de apoio;  por candidatos ou candidato ao cargo na eleição de 2010;  pelo senhor que fez as gravações em seu interesse numa tal de delação premiada.

Disse que, quando começaram as enérgicas e rápidas providências, começou também a minha alegria.  Não por querer ver o engenheiro virar suco e seus colegas de (des)governo virarem bagaço.  Não votei no agora ex-governador e não conheço nenhum de seus colaboradores envolvidos,  Minhas sólidas convicções e prática religiosas não me fazem um santo, mas não me permitem desejar mal a ninguém. Qual o motivo, então, da alegria???

Meu coração abriga uma sincera convicção de que, daqui para a frente, a energia de toda essa gente vai permitir que:
-  possamos ver presos os envolvidos no escândalo do "mensalão" do Congresso Nacional;
-  possamos ver presos os envolvidos no escândalo do dossier contra o Serra (nunca votei nem vou votar nele e tampouco na Dilma);
-  possamos ver presos os envolvidos na morte do Celso Daniel, no ABC Paulista;
-  possamos ver presos os envolvidos no mais recente escândalo de uma cooperativa habitacional em São Paulo; 
-  possamos ver presos os envolvidos em operações de nomes significativos da PF que,  quase sempre, são beneficiados por soltura ou medidas similares.

Enfim, DURA LEX SED LEX.  Mas que, provada a culpa, seja dura para todos.
                                                    
Brasília/DF, 23 de março de 2010.

sábado, janeiro 23, 2010

A LEI DE ANISTIA E A AJUDA HUMANITÁRIA AO HAITI

A LEI DE ANISTIA E A AJUDA HUMANITÁRIA AO HAITI

 
O lamentável terremoto ocorrido no Haiti, com milhares de óbitos, talvez seja uma resposta a quem ainda nutre ódio e clama por divisões de classes aqui no Brasil.

Quando percebemos que criaturas com instintos de abutre e hiena, na calada da noite, alterarem o 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, após um acordo tácito, e induzirem o Excelentíssimo Sr. Presidente da República dar sua chancela, com o único objetivo de “caça às bruxas”, realmente constatamos que ainda há brasileiros (se é que podemos chamá-los assim) encastelados no Governo com o propósito de vingança.

Argumentos de que o passado deve ficar a descoberto, com visibilidade à posteridade, é pífio. A história é montada em cima de fragmentos de escritos e documentos oficiais, postados em obras literárias, cujo conteúdo, de acordo com seus autores, serve de base ao entendimento do passado. O próprio Arquivo Nacional reúne matérias que documentam e identificam fatos remotos.

Afora isso, a técnica pedagógica Gramista, adotada nas Escolas de 1° e 2° graus, covardemente ministrada em sala de aula e grafada em livro escolar, através do ensino da História, já é o suficiente para deturpar os feitos dos nossos vultos e patronos.

O olhar enviesado dos autores dessas artimanhas comprava que estão na contramão dos acontecimentos. É enxergar o Brasil pelo retrovisor. Rever intercorrência do nosso Exército Brasileiro, não considerando atitudes violentas, praticadas por outrem alheio à ordem vigente na época, como por exemplo, assalto a banco, assassinatos, seqüestros, atos terroristas, enfim, é legislar em causa própria. Querer anular a lei da anistia que lhes proporcionou e garantiu ocuparem postos chaves no Governo, é trair acordos legais, anteriormente estabelecidos por situação e oposição. Em suma, é enganar o Chefe maior da Nação, por falta do assessoramento leal, criando uma crise política. Em qualquer empresa ou organização militar, até onde entendemos por ordem e hierarquia, a Direção determinaria a imediata apuração dos fatos, através de uma auditoria, mesmo que o suspeito fosse um “subordinado amigo”, para não dizer um “conhecido companheiro”.

Mas a fatalidade do destino, com o trágico terremoto do Haiti, realça a tradicional atuação das Forças Armadas, somado ainda a um de seus maiores índices de aceitação, junto à Sociedade Brasileira.

O aprestamento da tropa, a disponibilidade dos meios aéreos, a eficiente logística de gêneros e remédio, a capacidade de organização, o profissionalismo militar são respostas aos “rufões raivosos”.

Olhar o movimento de militares, ouvir depoimentos de oficiais e graduados sobre suas iniciativas no Haiti, perceber posturas sensatas diante da tragédia é mostrar o grau de grandeza de uma Instituição, as Forças Armadas, que só orgulho dá ao povo.

O sofrimento de pais, mães, esposas e parentes dos heróis, que morreram nos escombros, narrando suas dores pela ausência de seus entes queridos, no cumprimento do dever, indicam a singeleza das fileiras militares. A ação desprendida do Sargento Marco Antonio, no resgate da enfermeira haitiana, mostrada quase em rede nacional, consagram a generosidade da nossa gente projetada naquela ilha-nação.

A atuação das Forças Armadas no Haiti, magistralmente apresentada na tela da televisão, é o cotidiano das suas tarefas anônimas. O Projeto Rondon, a Ação Cívico Social (ACiSo), o apoio de saúde nas Operações Ribeirinhas, através dos navios de assistência hospitalar (NASH), as Missões de Misericórdia, o fornecimento de água às populações do Polígono da Seca, a presença social dos Pelotões de Fronteira, a abertura e manutenção de estradas pelos Batalhões de Engenharia vêm a ser iniciativas herméticas, mas que causam lastros de gratidão a quem é atendido, forjando imagem positiva do Soldado Brasileiro, que jamais será maculada por aventureiros de reminiscências exóticas.

Vislumbrar a Cavalaria Templária, passando pela Ordem de Cristo, é entender o Exército Brasileiro. Ter o olhar para as intangíveis instalações da Escola de Sagres é identificar a capacidade criativa das Forças Armadas. Conhecer a vida ascética dos monges-guerreiros, no Palácio de Tomar, em Portugal, é perceber a mística militar do Brasil. De Guararapes, em 1648, à Real Academia Militar, criada pelo Príncipe-regente, Dom João, em 1810, confirma nossas Forças Armadas como regulares e não caudilhesca ou milicianas, de acordo com aqueles que querem transformar os Movimentos Sociais do Campo.

Diante disso tudo, jamais atitudes isoladas e maldosamente orquestradas irão induzir a população ir de encontro a uma Instituição Secular, principalmente quando partem de anões revanchistas.

A mão amiga, que se faz presente no Haiti, é o prolongamento do braço forte que não permitirá um golpe branco. O quieto leão, no seu canto, poderá aplicar uma tapa certeira no réptil peçonhento que agride as leis ambientais do seu habitat. Somente o imbecil cutuca onça com vara curta.

Os propalados porões da ditadura, provocados por uma instabilidade política da época, não oferecem o mesmo perigo à estabilidade democrática que alguns gabinetes ou salas de ambiência moderna de Brasília. Todavia, aqueles primeiros, por transmissão cultural da caserna, formam hoje o Gabinete de Crise que há de ordenar a vida social e a reconstrução do Haiti, mas que também tem habilidade em erradicar qualquer situação de ameaça à liberdade, se preciso for.

Por tudo isso, o momento é de união. A atuação do Brasil em Porto Príncipe impede a efervescência do rancor entre irmãos. O nosso destaque, na reunião do clima em Copenhague, não dá margem aos inoportunos e recalcitrantes ressentimentos do passado. A projeção do País como “Global Player” deve afastar ranços produzidos por “caducos” agarrados no Poder.

Da mesma forma que o nosso Exército está removendo escombros, em uma Ilha do Caribe, as ruínas mentais dos membros da Comissão da Verdade, situados em nosso território, devem ser dissipadas. Olhar a caverna escura da vida e vislumbrar silhuetas do passado é tornar virulento o nosso porvir. Descer à gruta existencial, para palpar as pontiagudas pedras dos caminhos acidentados da história significa renunciar a esperança da Nação.

Já ouvi de filósofos, poetas e religiosos que o Brasil tem uma predestinação. Chegam até a mencionar que o País é “o coração do mundo, pátria do evangelho”.

Que as ações de ajuda humanitária de todos os segmentos nacionais no Haiti sejam o apanágio da solidariedade do brasileiro, como resposta a quem ainda tem aversão à ordem, utilizando-se da pérfida caneta, para eliminar uma lei que apazigou a Nação.

Por este texto ser de única responsabilidade deste autor, e não externar a opinião de qualquer órgão a que pertenço, encerro aclamando.
 
Desenvolvimento, democracia e generosidade.

Viva o Brasil ! ! !

 
Antonio Celente Videira – Cel. Int. R1 Aer.


E-mail: acelente@gmail.com





segunda-feira, janeiro 18, 2010

BRASIL PODE AMPLIAR NÚMERO DE SOLDADOS NO HAITI, DIZ EXÉRCITO

18/01/2010 - 17h56



BRASIL PODE AMPLIAR NÚMERO DE SOLDADOS NO HAITI, DIZ EXÉRCITO

Maurício Savarese


Do UOL Notícias


Em São PauloAs tropas brasileiras no Haiti poderiam aumentar para atender aos esforços de reconstrução do país depois do terremoto da semana passada, disse nesta segunda-feira (18) o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri.
 
Na nação caribenha, onde dezenas de milhares de pessoas morreram por conta do tremor, há 1.266 soldados presentes desde o início dos esforços de pacificação, em meados de 2004.


"Temos condições de dobrar o nosso efetivo no Haiti", disse o general em entrevista a jornalistas. "Não tivemos nenhum problema com aqueles que estão em vias de embarcar. E já iniciamos o treinamento para o próximo contingente, que vai substituir o contingente que nem chegou lá ao Haiti. Não temos nenhum movimento de desistência de voluntários."


Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao Conselho de Segurança que amplie a missão de estabilização no Haiti com mais 3.500 soldados para reforçar a segurança e melhorar a distribuição de assistência no país. A Minustah, força de manutenção da paz do organismo no Haiti, tem atualmente cerca de 9.000 soldados e policiais no país e é liderada por um comandante brasileiro.


A ampliação das forças do Brasil depende de um pedido do governo federal e da autorização do Congresso. Pelo menos 16 homens do Exército morreram no incidente e dois continuam desaparecidos sob os escombros do hotel onde funcionários das Nações Unidas trabalhavam para pacificar o país mais pobre das Américas.


Os corpos dos brasileiros já encontrados devem chegar a Brasília na próxima quarta-feira, de acordo com o comandante, e receberão honras militares - incluindo a provável presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O militar informou que os soldados brasileiros poderiam participar em especial dos esforços de policiamento da capital haitiana. A experiência com um dos bairros mais violentos da cidade devastada, a Cite Soleil, serve como referência.


"Ali nós tínhamos de conquistar a confiança. Graças à natureza dos brasileiros nós conseguimos. Essa parte já está feita e facilita o que vem depois. Mas o tipo de contingente que vamos mandar depende das solicitações que forem feitas", afirmou. "Também temos muita gente de engenharia para ajudar."

sábado, janeiro 16, 2010

MILITAR ADMITE QUE BRASIL PODE ENVIAR MAIS TROPAS AO HAITI.

MILITAR ADMITE QUE BRASIL PODE ENVIAR MAIS TROPAS AO HAITI



Sáb, 16 Jan, 02h56



Um militar membro da força de paz do país verifica os sinais vitais de um homem resgatado dos escombros três dias após o terremoto que devastou Porto Príncipe, no Haiti, 15 de janeiro de 2010. O Brasil poderá enviar mais tropas para a missão que atua no Haiti, considerando a devastação causada no país pelo terremoto do início desta semana, admitiu uma autoridade militar brasileira neste sábado, 16 de janeiro de 2010.
REUTERS/Eduardo Munoz

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil poderá enviar mais tropas para a missão que atua no Haiti, considerando a devastação causada no país pelo terremoto do início desta semana, admitiu uma autoridade militar brasileira neste sábado.


"A Defesa trabalha com essa possibilidade, embora não possa confirmar no momento. Vai depender do que a situação vai exigir", afirmou a jornalistas o contra-almirante Paulo Zuccaro, subchefe do Comando do Estado Maior, ao ser questionado sobre o assunto.


Ele disse que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica possuem tropas de prontidão para o caso de necessidade e lembrou que, quando o terremoto ocorreu, a força brasileira se preparava para uma troca de contingente.


"Estamos em condições de reiniciar o revezamento (de contingente)", acrescentou.


O Brasil, que lidera a missão de estabilização criada em 2004 para restaurar a ordem no Haiti, conta com mais de 1.200 militares naquele país.

O terremoto de terça-feira matou 14 militares brasileiros, além da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.


Ainda não há previsão de chegada dos corpos dos militares ao Brasil. O corpo de Zilda Arns já está em Curitiba, com enterro previsto para o final da tarde deste sábado.


COOPERAÇÃO


Ao comentar declaração do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que esteve no Haiti e defendeu a presença de militares brasileiros no país por pelo menos mais cinco anos, o embaixador Antônio Simões considerou a avaliação do ministro de "respeitável".


"É difícil saber como o roteiro vai se desenvolver. O terremoto criou uma situação em que as tropas são mais necessárias e durante mais tempo", disse a jornalistas Simões, autoridade do Itamaraty para a América do Sul.


Já o general Jorge Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, afirmou que o Brasil está atuando em duas frentes --o auxílio humanitário e a força de paz-- e que é importante diferenciar as atividades, que em um primeiro momento podem parecer as mesmas.


A declaração foi dada quando ele respondia a uma pergunta sobre se o Brasil temeria perder a liderança da operação no Haiti, com os Estados Unidos enviando para o país mais soldados, que devem somar cerca de 10 mil na segunda-feira.


O embaixador completou: "Acho que existe um clima de harmonia e entendimento, antes de pensar em burocracia, temos de pensar em atendimento. A preferência do governo brasileiro é ajudar o povo do Haiti".


Simões acrescentou que somente mais adiante será pensado se há necessidade de se adequar o mandato do Brasil. "Não podemos parar para discutir questões burocráticas."


O general Félix ressaltou que, após o Brasil enviar ao Haiti itens de primeira necessidade, como água potável, alimentos e medicamentos, agora vai adotar a sistemática de mandar aos haitianos apenas o que for solicitado.


"Não estamos mandando o que queremos, estamos mandando o que eles necessitam", disse ele, explicando que isso tem o objetivo de otimizar o trabalho, evitando o envio de produtos que não são necessários.


Dois voos estão partindo do Rio neste sábado com destino ao Haiti, e as autoridades brasileiras esperam que os aviões não tenham tanto problemas para pousar no país como ocorreu recentemente.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/100116/manchetes/manchetes_haiti_ajuda_brasil_tropas

EXÉRCITO PREPARA HOMENAGENS AOS SOLDADOS MORTOS NO HAITI

EXÉRCITO PREPARA HOMENAGENS AOS SOLDADOS MORTOS NO HAITI



14 de janeiro de 2010 • 15h13 • atualizado às 15h53



Porto Príncipe, capital do Haiti, foi destruída pelo terremoto

14 de janeiro de 2010
Foto: AFP

O Exército prepara as homenagens que serão prestadas aos soldados mortos no terremoto do Haiti. Eles serão condecorados e receberão honras militares numa cerimônia que deve acontecer em Brasília. O governo brasileiro tenta trazer os corpos ainda neste fim de semana, no máximo. Mas a Organização das Nações Unidas (ONU) precisa concluir os procedimentos burocráticos para que os corpos possam ser transportados ao Brasil.



Até agora, foram confirmadas as mortes de 14 militares e quatro continuam desaparecidos em Porto Príncipe, capital haitiana. A maior parte dos militares que morreram (dez) servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve (BIL) em Lorena (SP). O município fica a 180 km da capital paulista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na cerimônia, e os familiares dos militares serão levados até Brasília.



Terremoto
Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.



Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. No entanto, devido à precariedade dos serviços básicos do país, ainda não há estimativas sobre o número de vítimas fatais nem de feridos. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.



Morte de brasileiros
A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, e militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto no Haiti.



O ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o Haiti após o terremoto que devastou o país nesta terça-feira. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.



O Brasil no Haiti
O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.



A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4205272-EI306,00-Exercito+prepara+homenagens+aos+soldados+mortos+no+Haiti.html


sexta-feira, janeiro 15, 2010

TERREMOTO NO HAITI


O Comando do Exército informa que, no início da tarde de hoje desembarcaram no aeroporto de Cumbica-SP, dezesseis militares, a seguir nominados, feridos durante o terremoto ocorrido no Haiti:

- Ten Cel ALEXANDRE JOSÉ DOS SANTOS;
- Cap RENAN RODRIGUES DE OLIVEIRA;
- 1º Ten RAFAEL ARAÚJO DE SOUZA;
- 1º Sgt RÔMULO CESAR DE MIRANDA CARVALHO;
- 3º Sgt TARECK SOUZA DE PONTES;
- 3º Sgt GILBERTO EMÍLIO MARAFON;
- 3º Sgt WILLIANS MENDES PEREIRA;
- 3º Sgt CARLOS ALBERTO FONSECA;
- Cb ADRIANO DE BARROS CAVALCANTE;
- Cb EUGENIO PESARESI NETO;
- Cb LAUIS PAULO DAS CHAGAS LIMA;
- Cb CARLOS MICHAEL PIMENTEL DE ALMEIDA;
- Cb ALCIBIADES ORLANDO DOS SANTOS FERREIRA;
- Sd DANIEL COELHO DA SILVA;
- Sd DIOVANI DE SOUZA SILVA THOMAZ; e
- Sd WELINGTON SOARES MAGALHÃES.
 
Seis militares com ferimentos de menor gravidade permanecem no aquartelamento do BRABATT, um militar continua baixado no Hospital Argentino, em Porto Príncipe, e dois em hospital na República Dominicana.

As buscas aos quatro militares desaparecidos continuam.

Brasília, 15 de janeiro de 2010.


CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
 
EXÉRCITO BRASILEIRO - BRAÇO FORTE, MÃO AMIGA



quinta-feira, janeiro 14, 2010

ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO INTERNO NR 003 - 14 DE JANEIRO DE 2010.

MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO
GABINETE DO COMANDANTE




CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
INFORMAR E ESCLARECER É DEVER DO COMANDO




ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO INTERNO NR 003 - 14 DE JANEIRO DE 2010
 
Atualizando as informações transmitidas no dia 13 de janeiro, a propósito da tragédia ocorrida no Haiti, o Comando do Exército informa que o número de vítimas entre os militares brasileiros é o seguinte:

Foram confirmados os óbitos de 13 (treze) militares do BRABATT:
- 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO;
- 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA;
- 2º Sargento LEONARDO DE CASTRO CARVALHO;
- 3º Sargento RODRIGO DE SOUZA LIMA;
- Cabo DOUGLAS PEDROTTI NECKEL;
- Cabo WASHINGTON LUIS DE SOUZA SERAPHIN
- Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI;
- Soldado ANTONIO JOSÉ ANACLETO;
- Soldado FELIPE GONÇALVES JULIO; e
- Soldado RODRIGO AUGUSTO DA SILVA, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.
- Cabo ARÍ DIRCEU FERNANDES JÚNIOR e
- Soldado KLEBER DA SILVA SANTOS; ambos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente-SP.
- Subtenente RANIEL BATISTA DE CAMARGOS, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins-SP.
Um militar da MINUSTAH:
- Coronel EMILIO CARLOS TORRES DOS SANTOS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF.
Além disso, encontram-se desaparecidos 04 (quatro) militares que estavam no Quartel da MINUSTAH (Hotel CRISTOPHER);

- Cel JOÃO ELISEU SOUZA ZANIN, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;
- Ten Cel MARCUS VINICIUS MACEDO CYSNEIROS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;
- Maj FRANCISCO ADOLFO VIANNA MARTINS FILHO, do Departamento-Geral do Pessoal, sediado em Brasília-DF; e
- Maj MÁRCIO GUIMARÃES MARTINS, do Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, sediada no Rio de Janeiro-RJ.
Há 12 (doze) feridos que serão repatriados para o Brasil e 02 (dois) outros militares foram evacuados para a República Dominicana.


Brasília, 14 de janeiro de 2010.



Gen Bda CARLOS ALBERTO NEIVA BARCELLOS
Chefe do CCOMSEx




“SAMPAIO – 200 ANOS: CORAGEM E DETERMINAÇÃO”

quarta-feira, janeiro 13, 2010

VINGANÇA OU MALUQUICE?

VINGANÇA OU MALUQUICE?


Alexandre Garcia


O País viveu em paz por 30 anos, até que a dupla Genro/Vanucci resolveu desenterrar o passado.

Os militares não queriam o poder. Pressionados pelas ruas, pelos meios de informação, derrubaram Goulart e acabaram ficando 30 anos. Quando derrubaram o presidente, já havia grupos treinados em Cuba, na China e União Soviética para começar por aqui uma revolução socialista.

Com a contra-revolução liderada pelos militares, esses grupos se reorganizaram para a resistência armada. E o governo se organizou para combatê-los. Houve uma guerra interna de que os brasileiros, em geral, não tomaram conhecimento porque enquanto durou, quase 20 anos, houve um total de 500 mortos - número que o trânsito, hoje, ultrapassa em menos de uma semana.

Numa estratégia elaborada pela dupla Geisel-Golbery, planejou- se então devolver o poder aos civis de forma “lenta, gradual e segura”. E, como coroamento do processo, o governo fez aprovar no Congresso, em 1979, a Lei da Anistia, bem mais abrangente que a defendida pela oposição. Uma lei que pacificasse o país, no novo tempo de democracia que se iniciava. Uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.

Que institucionalizasse o esquecimento, a pá-de-cal, pelos crimes cometidos por ambos os contendores, na suja guerra interna. Incluíam-se os que mataram, assaltaram, jogaram bombas, roubaram - de um lado - e os que mataram e torturaram do outro.

A Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia seqüestrado, junto com Franklin Martins, o embaixador americano. E o Brasil viveu em paz por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de corrupção, ganhando copas do mundo. Até que a dupla Tarso Genro, ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, resolveram desenterrar o passado para se vingar de supostos algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária. Criaram um órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do “aquecimento global”. Lula alega que assinou sem ver. E eu fico curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil havia um presidente em exercício, José Alencar.

O ministro Nélson Jobim, surpreendido com a unilateralidade do decreto, pediu demissão. E os três comandantes militares se solidarizaram com o ministro. Até que se revolva o impasse, está no ar a primeira crise militar do governo Lula. O decreto cria um órgão para estudar a revogação da pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores, mas não dos seqüestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim, soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e Minc. E vai atrás de coronéis da reserva. Baseia-se na Constituição, que considera tortura crime imprescritível; omite que terrorismo também é imprescritível, pela Constituição. E esquece o princípio de Direito pelo qual a lei só retroage para beneficiar o réu, não para condená-lo. A Lei de Anistia é de 1979 e a Constituição de 1988. Por que agitar um país pacificado? Vingança ou maluquice mesmo?

Alexandre Garcia é jornalista ---

Patrícia Oliveira

 
“Nunca a vida foi tão atual como hoje: por um triz é o futuro.”

Clarice Lispector


Deus te ilumine e proteja sempre.



ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO INTERNO Nº 002 - 13/JAN/2010.

MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO
GABINETE DO COMANDANTE CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO

INFORMAR E ESCLARECER É DEVER DO COMANDO

ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO INTERNO NR 002 - 13 DE JANEIRO DE 2010

Atualizando as informações transmitidas nesta manhã, a propósito da tragédia ocorrida no Haiti, o Comando do Exército informa que o número de vítimas entre os militares brasileiros é o seguinte:

Foram confirmados os óbitos de 10 (dez) militares do BRABATT:


- 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO;
- 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA;
- 2º Sargento LEONARDO DE CASTRO CARVALHO;
- Cabo DOUGLAS PEDROTTI NECKEL;
- Cabo WASHINGTON LUIS DE SOUZA SERAPHIN
- Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI; e
- Soldado ANTONIO JOSÉ ANACLETO, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.
- Cabo ARÍ DIRCEU FERNANDES JÚNIOR e Soldado KLEBER DA SILVA SANTOS; ambos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em SANTOS-SP.
- Subtenente RANIEL BATISTA DE CAMARGOS, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins-SP.
Um militar da MINUSTAH:
- Coronel EMILIO CARLOS TORRES DOS SANTOS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF.

Além disso, encontram-se desaparecidos 04 (quatro) militares que estavam no Quartel da MINUSTAH (Hotel CRISTOPHER) e mais 03 (três) sob escombros, não localizados no Ponto Forte 22 (Casa Azul), próximo ao bairro Cite Soleil.

Há 07 (sete) feridos em atendimento no Hospital Argentino da MINUSTAH e 02 (dois) outros militares foram evacuados para a República Dominicana.


Gen Bda CARLOS ALBERTO NEIVA BARCELLOS
Chefe do CCOMSEx


“SAMPAIO - 200 ANOS: CORAGEM E DETERMINAÇÃO”

COMUNICADO DO COMANDO DO EXÉRCITO - CCOMSEX.

ESCLARECIMENTO SOBRE O TERREMOTO OCORRIDO NO HAITI



O Comando do Exército lamenta profundamente informar que o terremoto que atingiu o Haiti no dia de ontem provocou sérios danos estruturais à cidade de Porto Príncipe e em algumas das bases do contingente brasileiro da MINUSTAH, causando vítimas fatais e ferimentos em vários militares. Foram comprometidos os sistemas de telefonia fixa e de celular o que vem dificultando o repasse das informações.


Os deslocamentos motorizados, até o momento, estão praticamente inviabilizados em razão da grande quantidade de escombros nas ruas de Porto Príncipe. Tal fato, aliado à escuridão, falta de energia elétrica e iluminação pública tem prejudicado sobremaneira os levantamentos mais pormenorizados, bem como a avaliação da real extensão dos danos.


A população civil tem se deslocado em massa em direção à base do Comando do Batalhão Brasileiro (BRABATT), menos atingida pelos abalos, em busca de socorro e de auxílio no resgate dos feridos.


Desde o início dos abalos sísmicos, o BRABATT, usando todos os meios disponíveis, está empenhado em atender as vítimas da tragédia.


Foram confirmados os óbitos de 04 (quatro) militares do BRABATT, o 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO; o 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA; o Soldado ANTÔNIO JOSÉ ANACLETO e o Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.


Os nomes dos militares feridos confirmados até o momento são os seguintes:


- Tenente Coronel ALEXANDRE JOSÉ SANTOS, da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, de Boa Vista-RR, com escoriações;


- Capitão RENAN RODRIGUES DE OLIVEIRA, do 6º Batalhão de Infantaria Leve, de Caçapava-SP, com fratura do úmero e fêmur;


- o 3º Sargento DANILO DO NASCIMENTO DE OLIVEIRA, do 28º Batalhão de Infantaria Leve, de Campinas-SP, com escoriações;


- Cabo EUGÊNIO PESARESI NETO, do 28º Batalhão de Infantaria Leve, de Campinas-SP, com escoriações; e


- Soldado WELINTON SOARES MAGALHÃES, do 5º Batalhão de Infantaria Leve, com fratura no nariz e na clavícula.


O Exército Brasileiro, consternado e imbuído do mais alto sentimento de solidariedade, está empenhado em prestar todo o apoio necessário às famílias dos militares vitimados pela tragédia.


O CCOMSEx distribuirá um boletim diário, às 17:30 horas (horário de Brasília) para a atualização das informações.

CARTA DE GILBERTO GERALDO GARBI PARA LULA.

CARTA DE GILBERTO GERALDO GARBI PARA LULA.



Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados há seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instituição.

Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS sendo, depois, presidente da NEC.

A CAMINHO DOS 99,9999995% (Gilberto Geraldo Garbi)

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva.

É, realmente, algo nunca antes visto nesse país e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a

quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.

Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coréia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar.

Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo. (Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).

Portanto, a popularidade de Lula ainda tem espaço para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas.

E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição.

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa..

Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte.

Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras.

EXÉRCITO APOIA VÍTIMAS DAS ENCHENTES EM SÃO PAULO




EXÉRCITO APOIA VÍTIMAS DAS ENCHENTES EM SÃO PAULO




São Luiz do Paraitinga (SP) - Desde 02 de janeiro, o Exército Brasileiro está realizando ações, juntamente com a Defesa Civil, em socorro à população que vem sofrendo os efeitos das fortes chuvas na Região do Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo.



O Comando Militar do Sudeste, por meio do Comando de Aviação do Exército, do 2º Batalhão de Engenharia de Combate e da 12ª Companhia de Comunicações Leve, está realizando transporte de pessoas resgatadas, de gêneros alimentícios, água, medicamentos e colchões. Também foram montadas barracas para armazenamento de gêneros e materiais diversos a serem distribuídos à população.



Segundo dados da Defesa Civil, cerca de 90% da população da cidade foi afetada pelos alagamentos e ao menos a metade não têm condições de retornar para suas casas.

Fonte: Site do Exército Brasileiro - CCOMSEX


FORTES TREMORES NO HAITI CAUSAM DANOS E VÍTIMAS

FORTES TREMORES NO HAITI CAUSAM DANOS E VÍTIMAS



Qua, 13 Jan, 12h01


Por Joseph Guyler Delva


PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Um forte terremoto atingiu o Haiti nesta terça-feira, derrubando prédios, soterrando moradores e deixando muitos mortos e feridos na capital Porto Príncipe, disseram testemunhas na cidade.


O epicentro do tremor de magnitude 7,0 foi localizado dentro do território haitiano, a cerca de 16 quilômetros da capital, e teve profundidade de apenas 10 quilômetros. O terremoto foi seguido de outros dois tremores fortes, de magnitudes iniciais de 5,9 e 5,5.


O sismo provocou a emissão de um alerta de tsunami para partes do Caribe, incluindo Haiti, República Dominicana, Cuba e Bahamas, informou o Centro de Alerta para Tsunamis no Pacífico.


Fonte: Agencia Reuters


INSTALAÇÕES BRASILEIRAS FICAM DANIFICADAS NO HAITI

INSTALAÇÕES BRASILEIRAS FICAM DANIFICADAS NO HAITI


Ter, 12 Jan, 11h44

O Ministério da Defesa informou, por meio da assessoria, que houve danos materiais em instalações brasileiras no Haiti, com prováveis feridos, mas não havia registro de mortos no primeiro relato enviado sobre o terremoto que devastou extensa área daquele país caribenho.

Só nesta quarta-feira será possível fazer um levantamento detalhado dos danos. O Brasil mantém no Haiti desde 2004 cerca de 1.300 homens, a maior parte do Exército, integrantes da missão de paz das Nações Unidas naquele País, considerado um dos mais pobres do planeta.

Fonte: AGENCIA ESTADO